A redução de impostos para produtos da cesta básica, anunciada pela presidente Dilma Rousseff na sexta-feira (8), ainda não foi sentida pelos consumidores. A expectativa é que as mudanças cheguem à ponta do consumo dentro de duas semanas, afirmou ontem o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Fernando Teruo Yamada. Segundo ele, parte do repasse da desoneração depende da indústria.
Esse benefício vai ser repassado para o consumidor à medida que o estoque for renovado, afirma o diretor comercial do Super Nosso, Rodolfo Nejm. A expectativa é que o preço de carnes e produtos de higiene caia 6%. Para os outros itens, a redução deve ser de 3%.
Grandes redes de supermercado da capital mineira afirmam que já estão remarcando os valores dos produtos na prateleira, inclusive com cartazes espalhados pelas lojas. Mas, na prática, quem passa pelos corredores dos supermercados reclama que ainda não há diferença para o bolso.
Estou comprando, mas ainda não percebi mudanças nos preços, afirma a aposentada Isabel Lavelha, 67.A variação de preços continua grande. É necessário fiscalização, caso contrário os preços vão continuar como estão, completa.

Na segunda-feira (11), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se reuniu com dirigentes de associações empresariais e ressaltou que é importante que os produtos mais baratos cheguem às prateleiras dos mercados porque, com isso, o consumo vai aumentar – o que é bom para os empresários e para as famílias, disse.

O superintendente da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Adilson Rodrigues, disse que as medidas anunciadas pelo governo são positivas e já vinham sendo solicitadas pelo setor. A Amis está recomendando repasse integral para o consumidor, diz. O diretor do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, diz que o site vai monitorar o preço de cerca de 900 itens, entre eles todos os que tiveram redução de impostos.

print
Comentários