Modernidade e rapidez na renovação da carteira de habilitação. É o que promete o chefe da Divisão de Habilitação do Detran/MG, delegado Anderson França Menezes. Ele informa que, a partir do mês que vem, os motoristas que tiraram carteira antes de 1994 vão trocar a caneta e o papel pelo mouse e teclado para fazer a prova. Menezes garante que a demora para a marcação do teste e os atrasos do resultado serão reduzidos. Mais de 50 computadores já foram adquiridos e a quantidade de candidatos quase vai triplicar, passando de 41 para 112 diariamente. O departamento só aguarda a finalização do sistema para começar a aplicar os testes eletrônicos.

Hoje, os habilitados antes de 1994 passam por um verdadeiro martírio para renovar a carteira. Eles têm duas opções: se submetem a 15 horas de cursinho e fazem a prova em autoescola ou simplesmente marcam o teste no Detran. A primeira opção é mais rápida, mas demanda tempo livre dos motoristas e custa, em média, R$ 130, além das taxas de renovação (R$ 48,84) e do exame médico (R$ 43). Neste caso, o condutor terá aulas de direção defensiva, primeiros socorros, mecânica básica, noções de meio ambiente e infrações e penalidades. Ao final do curso, faz a prova no próprio centro de ensino.

Quando o candidato faz o teste diretamente no Detran, apesar de mais barato, é submetido a um inconveniente que deixa muitos com dor de cabeça: a demora para a marcação. Segundo o departamento, há uma espera de pelo menos 15 dias para o agendamento da prova e os exames só ocorrem uma vez por dia. Quem foi na quinta-feira ao Detran, na Avenida João Pinheiro, só conseguiu marcar o teste para o dia 17. Nesta situação, o motorista paga R$ 40, além das outras taxas.

Para o delegado Anderson Menezes, as provas eletrônicas vão aperfeiçoar o processo. ?Distribuímos 56 computadores em cabines individuais. O horário das provas será ampliado para a manhã e a tarde. Com isso, em vez de 41 candidatos atendidos, teremos 112. Assim que terminar o teste, os motoristas terão acesso a um monitor com o resultado. Os quatro examinadores que aplicam e corrigem os testes vão voltar para as ruas, para as provas de direção?, afirma Menezes.

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