Sem os tributos, o preço do litro da gasolina, por exemplo, passaria dos quase R$ 3 para o patamar de R$ 1,70, ou seja, quase 40% do preço é proveniente dos impostos. Em 2011, o contribuinte irá destinar 40,82% do seu rendimento bruto para o pagamento de tributos, dinheiro que poderia ser gasto na aquisição de bens, serviços ou investido na poupança.
O pior, segundo consumidores ouvidos durante a manifestação do Dia de Liberdade de Impostos, no posto Albatroz, nesta quarta-feira (25), em Belo Horizonte, é que o recurso é mal aplicado.
Para o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Bruno Falci, o Brasil tem impostos de primeiro mundo e condição social de país atrasado. O governo gasta muito e cada vez mais. Assim, ele acaba criando mais impostos para se manter e ainda gasta mal, não faz os investimentos que o Brasil precisa. Assim, todos são prejudicados, pois acabamos tendo um custo adicional ao pagar, por exemplo, pela saúde e segurança, observa.
O programador Diego Oliveira Dias também reclama do destino dado aos impostos no Brasil. Pior do que pagar imposto alto é perceber que ele não retorna para a sociedade. Os recursos não são aplicados de forma adequada, destaca.
Estudo recente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) confirma o que a população sente na pele, que a qualidade dos serviços públicos segue descolada do progressivo aumento da carga tributária.
Como forma de manifestação, ontem, o posto localizado na avenida Afonso Pena, esquina com Avenida Brasil, na Praça Tiradentes, ofereceu gasolina por R$ 1,74, sem imposto, para 130 motoqueiros e 100 motoristas. A manifestação foi organizada pelo quinto ano seguido pela CDL-BH, o Centro de Desenvolvimento Jovem (CDL Jovem) e o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Minaspetro).

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