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Poucos acreditaram que o magnata Donald Trump, de 70 anos, sequer seria nomeado candidato à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano. Até horas antes da apuração das urnas, as pesquisas eleitorais apontavam a derrota do bilionário para a democrata Hillary Clinton.

O empresário e apresentador de reality show mostrou na madrugada de hoje que a realidade pode ser mesmo um espetáculo de final imprevisível. Na eleição mais disputada da história recente dos EUA, Trump se elegeu o 45º presidente da maior potência mundial. A apuração confirmou as previsões de que seria a mais concorrida entre os norte-americanos. Trump e Hillary disputaram voto a voto o comando da Casa Branca até o encerramento da apuração, alternando-se na liderança.

Pouco antes das 6h desta quarta-feira, os resultados das urnas confirmaram a maioria necessária para a ele ser eleito. No discurso da vitória, o controverso e falastrão deixou de lado temas polêmicos e pregou união ao defender a reconstrução da infraestrutura e da economia do país. “É tempo de unir o país e ser um povo unido. Serei o presidente de todos os americanos e isso é muito importante para mim”, disse o presidente eleito na sede da campanha em Nova York. Trump elogiou a adversária e disse que Hillary “lutou bravamente”. Ao lado da família, o bilionário falou para seus apoiadores e disse que “todo americano terá oportunidade de atingir seu potencial”, ressaltando que o trabalho será uma de suas meta de governo. “Vamos reconstruir nossa infraestrutura e vamos pôr milhões para trabalhar enquanto fazemos isso”, afirmou.

A vantagem de Trump na apuração dos resultados começou a se consolidar a partir da vitória em estados considerados pêndulos, onde não havia definição clara de quem venceria antes da votação. O republicano ganhou a preferência dos eleitores na Flórida, Carolina do Norte, Ohio e Iowa.

Durante a apuração das urnas, a consolidação da vitória de Trump derrubou as bolsas de valores na Ásia. Às 5h, quando Trump já estava matematicamente eleito, a coordenação da campanha da democrata comunicou que Hillary não falaria na madrugada e comentou apenas que a diferença entre os dois candidatos era pequena, sem reconhecer a derrota.

Pouco depois, a ex-secretária de Estado ligou para o bilionário para parabenizá-lo e reconheceu a derrota nas urnas.

Trump na Casa Branca é uma fragorosa derrota também para o presidente Barack Obama, fiador da candidatura de Hillary. Com a maioria conquistada no Senado, a tendência é que Trump consiga aprovar com alguma facilidade propostas que contrariam a política adotada por Obama, em especial na área da saúde.

Diferentemente do Brasil, a eleição nos EUA é indireta. Cada um dos 50 estados americanos conta com um determinado número de delegados no colégio eleitoral, baseado no tamanho da sua população.

Com exceção de Maine e Nebraska, que seguem regras diferentes, o candidato mais votado pelos eleitores leva todos os votos do estado no colégio eleitoral. Para vencer, um candidato precisa de ao menos 270 votos dos 538 totais.

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