Em apenas um mês, o número de incêndios em vegetações de Minas praticamente dobrou. Neste ano, os casos saltaram de 677 em abril para 1.326 em maio. A situação é de alerta, pois a época mais crítica das ocorrências só está começando e vai até novembro. Na tentativa de reforçar o combate ao fogo e reduzir os estragos, o Corpo de Bombeiros irá utilizar drones para monitorar as áreas mais afetadas.

Essa é a primeira vez que o equipamento será utilizado durante a temporada de queimadas. Conforme o capitão Thiago Miranda, do Batalhão de Operações Aéreas, será possível verificar a direção das chamas, permitindo aos militares novas estratégias na prestação do socorro. A corporação acredita que haverá mais agilidade nos trabalhos.

A expectativa é a de que os drones também ajudem a coibir incêndios criminosos. “Existem algumas câmeras no Parque do Rola-Moça (Grande BH), por exemplo, mas elas não são capazes de filmar toda a extensão da unidade de conservação. Agora, além de acessar esses pontos, poderemos fazer vários voos por dia, o que vai deixar as pessoas em alerta e com medo de serem flagradas botando fogo no local”, afirma o capitão.

Atuação

Sem detalhar a quantidade de equipamentos disponíveis atualmente, Thiago Miranda diz que a ideia é adquirir cerca de 150 até 2019. Para evitar acidentes, ele explica que os modelos a serem utilizados em centros urbanos com intenso tráfego aéreo, como a região metropolitana, devem ser maiores e mais modernos.

O uso dos drones no combate a incêndios começará por Belo Horizonte e cidades vizinhas. Porém, se houver necessidade, o aparelho será levado para o interior. A ideia é expandir a tecnologia para as outras 70 unidades dos Bombeiros instaladas no Estado. O treinamento dos militares que irão operar os equipamentos nesses municípios deve começar ainda neste ano.

Economia

A novidade também representa economia aos cofres públicos. Segundo o capitão dos Bombeiros, atualmente, cada hora de um voo realizado por helicóptero para auxiliar no combate a incêndios florestais pode custar até R$ 5 mil. “O reconhecimento de uma área feita por um drone, durante 20 minutos, já terá evitado um gasto de aproximadamente R$1.500”, garante o militar.

Além disso, os aparelhos poderão auxiliar os trabalhos dos profissionais em outros tipos de atendimentos, como as buscas por pessoas desaparecidas em locais de difícil acesso.

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Hoje em Dia