É com euforia que registro a intenção do poder público municipal em sair a campo na busca de uma solução para os nossos conflitos de trânsito, e o vocábulo ?conflito?, queiram ou não, está aqui muito bem empregado.
Tomara que a tal consultoria encontre mesmo uma solução mais adequada e menos traumática para o nosso caos. Quem discordar desta adjetivação (caos) que consulte uma lista composta por mais de uma dezena de conhecidos cidadãos deste município que, nas últimas semanas, não lograram muito êxito em suas tentativas de exercerem seu direito de cidadãos, ao se dirigirem a algumas poucas pessoas que, mesmo representando o poder público, quem sabe até mesmo pelo stress que o dia a dia lhes impõe, se esquecem da recomendação de que o dever da chamada ?Polícia Cidadã? é também o de dialogar com a comunidade e terminam, por suas inconvenientes respostas, se tornando alvo de tratamento, digamos, também pouco convencional daqueles que a eles de alguma forma se dirigiram. O que acontece mesmo é que quem planta limão, dificilmente colhe maçã, como diz o nosso sábio e conhecido Moacir Ribeiro.
Também não devemos nos esquecer de que, aos integrantes de nossa honrada Polícia Militar, cabe ainda que, durante o legítimo e imprescindível dever de ordenar o nosso trânsito, antes de punir, tentar de maneira educada e eficaz promover a obediência às leis, quem sabe, até mesmo através de um ?apito?, gesto mais amigável, ou ainda de simples advertência.
Ao que me parece, a caneta, em alguns casos, deve sim ser usada, mas nunca sem que antes haja se colocado em prática tudo aquilo que comumente se denomina como ?ação educativa?. Nunca coação.
É óbvio que não estou aqui a defender que excesso de velocidade em via pública, direção perigosa pelo uso do álcool ou qualquer outra forma de direção que coloque em risco a vida do próprio motorista ou de terceiros não seja, eficientemente, coibida, mas, ameaçar acintosamente qualquer cidadão, pelo simples fato de que ele tenha parado alguns segundos para que uma senhora desça do veículo na porta de um banco (quem sabe transportando valores) ou a um comerciante, simplesmente porque ele estacionou seu veículo em local onde nitidamente a sinalização está errada ou precária, como aconteceu ali nas proximidades da Tabacaria do Mauro, ah, isto sim, é outra coisa.
Infelizmente, condutas como essas se proliferaram na cidade nos últimos tempos e as razões certamente serão objeto de análise por quem de direito, como espera a sociedade.
As fotos a seguir, me parece, mostram com clareza o que tentei nas linhas aí acima exemplificar.
Ali, na Praça Getúlio Vargas, foi construída uma ?baia?, ao que tudo indica, destinada a acolher os veículos daqueles que se destinam à farmácia instalada pouco adiante. Aliás, não são as únicas nesta cidade. Nem as farmácias, nem as vagas ou as placas.
Ao que sei, esta em questão, lá está, há anos.
Só que a placa que permite o estacionamento indica, ao menos até me provem o contrário, que ela, a ?baia?, em toda a sua extensão tem mesmo esta finalidade, servir de local de parada para veículos. Se assim não fosse, certamente contaria com no mínimo duas placas, uma indicando seu início e outra alertando para o término da mesma. Portanto, limitando-a. Além desta peculiaridade, ela (a ?baia?), ainda foi dotada de um rebaixamento de guia (destinado a cadeirantes), também não sinalizado, como ocorre com sua similar existente a poucos metros dali (defronte ao Bazar Guri) e por ?mal dos pecados? ainda abriga em uma de suas extremidades a conhecida ?zebrinha?, indicativa da faixa de pedestres.
Pergunta-se: seria lícito ao motorista que ali estaciona, na corrida em busca, quem sabe, de um medicamento, imaginar que aquela permissiva placa foi abolida pela vontade de uma ?autoridade? qualquer, apesar de ainda estar ali, sinalizando e oferecendo a vaga aos interessados?
E o que faz então um espaço de guia rebaixada, dentro da dita vaga e, pasmem, bem ao lado da faixa de pedestres? E a faixa, o que faz dentro do local determinado como vaga?
Continuo pensando que há sim algo de errado por ali e, certamente, não é com os motoristas que por lá estacionam no tempo permitido. Aliás, também a determinação deste tempo me parece ser outra aberração. Confesso que já procurei e não encontrei nada a respeito nas leis que regulam o trânsito e ordenam os direitos de motoristas e pedestres.
Mas isto é outra conversa. O que eu quero mesmo é convidar a todos os que já foram multados em situações semelhantes, ali ou nos muitos outros locais onde os mesmos vícios e defeitos se multiplicam, a somarem suas as forças às nossas, claro, em busca do nosso suado ?dim-dim? que irá ou quem sabe até já foi parar lá nos cofres do Estado, digamos, no mínimo, por razões injustas.
O resto da história é fofoca!

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