Em reunião realizada às 15h de quinta-feira (15), o prefeito Eduardo Brás recebeu em seu Gabinete os sócios dirigentes da empresa KPL – Instalações Elétricas e Serviços Ltda. No encontro, o agora chefe do Executivo lhes comunicou, depois de detalhar os motivos que o levaram a tomar tal decisão, que o contrato vencido com a empresa e destinado à manutenção da rede de iluminação pública (substituição de lâmpadas e/ou de luminárias) não mais seria renovado. O secretário de Obras, Guilherme Amaral; os engenheiros fiscais Luiz Carlos e Wirlei P. de Oliveira, a procuradora Sandra Micheline; o chefe de Gabinete Carlos Vespúcio e os diretores do SAAE, Paulo Coelho e Oel Passos estiveram presentes à reunião.

O diretor da KPL, Ronan Gualberto tentou se contrapor à opinião externada pelo prefeito e que reflete o sentimento da população no que toca à má qualidade do serviço prestado e logo percebeu que sua pretensão de que houvesse a continuidade do contrato não era mais viável.

Tratou-se então de detalhes sobre a apresentação da medição final dos serviços e foi lembrado pelo secretário de Obras que o cumprimento das obrigações contratuais da Prefeitura, no que tange a pagamentos, estava praticamente em dia.

Encerrou-se a reunião e o prefeito lembrou ao secretário de Obras, que agora caberá à pasta que ele coordena a função de atender a contento a população no tocante à iluminação pública.

Em seguida, foi realizada a reunião com os representantes da empresa Construtora Niemeyer Ltda, responsável pelas obras de pavimentação de 20 trechos de ruas nesta cidade. O diretor da empresa, Alexandre Martins Niemeyer, acompanhado de um assistente que se apresentou como “Jota” ouviu do prefeito uma série de ponderações sobre as irregularidades verificadas quanto ao andamento das obras, após percorrê-las pessoalmente. A tais observações se somaram as informações a ele prestadas pelo secretário de Obras e engenheiros fiscais que, resumindo, afirmaram que a principal causa do atraso que resultou no abandono e descumprimento do pactuado em contrato, residia na falta de interesse da própria construtora, cujos engenheiros sequer apareciam para acompanhar o serviço que no entender deles, vinha sendo conduzido de forma “precária”.  Houve até a cessão, por sub-empreitada, para outra empresa, a Transteli, sediada em Machado-MG executar o serviço, sem que houvesse a anuência do município. Guilherme Lara lembrou que a empresa foi notificada das irregularidades anteriormente e sequer a respondeu ou mandou que o responsável pelas obras comparecesse à secretaria para prestar esclarecimentos. Os contratos que deveriam estar em curso normal se vencem no início de outubro, porém no seu entender, seria impossível concluir os serviços dentro do prazo previsto.

Ao se dirigir aos responsáveis pela construtora, o prefeito foi categórico: “(…) Sei que aqui se montou um antro de corrupção. Assumi a Prefeitura em cumprimento a uma ordem judicial e estamos averiguando tudo. Nestes três contratos encontramos dentre outros, problemas de descumprimento dos prazos. Por exemplo, naquela via cujos serviços deveriam estar concluídos em agosto do ano passado (Aloisio Bernardes de Castro, bairro Mangabeiras); até hoje o que se vê é um monte de erosões, muita manilha quebrada e sequer a regularização do leito foi feita. Em outras, o que vocês chamam de “base já feita” a meu ver não atende as mínimas normas de engenharia. Dizem que está tudo regularizado e pronto para imprimação, mas o que se vê ali é o transito de veículos misturando o material, triturando-o e levantando muita poeira. Além da água que a população joga para se defender da poeira e que no futuro se transformar em ‘borrachudo’(…)”.

O representante da empresa explicou que no caso da obra da rua Aloisio Bernardes de Castro (rua do Parque do Jequitibá), já havia recebido R$ 107 mil referentes às obras de drenagem de águas pluviais e que, por falta da continuidade do serviço com o período chuvoso do ano passado, tudo se perdeu com desmoronamentos e entupimento das manilhas que foram retiradas e substituídas. Comentou também que nos outros dois contratos para o atendimento de trechos de outras 19 vias, a ordem de serviço só saiu há cerca de 40 dias. Disse ainda, que em reunião realizada entre ele e o prefeito anterior, Moacir Ribeiro, este havia lhe dito que precisava, pelo menos, que ele concluísse a obra da rua do Parque do Jequitibá: “Ele me disse que ‘se a Caixa não liberar o recursos, você pode fazer que eu pago do meu bolso’”.

Diante do exposto, o representante concordou com as razões apresentadas pelo prefeito e ponderou que sua empresa tem prestado bons serviços em outras cidades e pediu que o prefeito reestudasse a penalização imposta que o proíbe por dois anos de negociar com o município, já que isto poderá afetar o conceito de sua empresa até mesmo junto a outros clientes.

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