Trabalhadores da Cemig decidiram entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir desta segunda-feira (25). De acordo com o Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais (Sindieletro), a categoria não aceitou a proposta de reposição da perda salarial apurada pela inflação oficial e a distribuição da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR). A última reunião entre as partes ocorreu no último dia 14 e o sindicato pede a volta das negociações.
Desde o início da manhã, os trabalhadores já se concentravam na sede da Cemig, na Rua Barbacena, no Santo Agostinho e nas unidades da Rua Itambé e Cidade Industrial, em Belo Horizonte. No interior os eletricitários também se mobilizam nos locais de trabalho. Os protestos são acompanhados pela Polícia Militar. Segundo o diretor do sindicato, Jefferson Silva, 2 mil trabalhadores votaram em assembleia pela greve por tempo indeterminado.
Os trabalhadores também reivindicam a assinatura de um pacto para combater os altos índices de acidentes com morte. Segundo o sindicato, desde 1999, 114 trabalhadores morreram vítimas de acidentes de trabalho a serviço da empresa. A classe também reivindica garantia de emprego, concurso público, aumento real de 10% a título de produtividade, transferência dos trabalhadores da Cemig Serviços para a Cemig Distribuição, com o cancelamento das demissões e piso salarial de R$ 2.685.
Ainda não há informações se o atendimento ao consumidor, em especial ao serviço de leitura em medidores de energia está prejudicado.
A Cemig ainda não se manifestou sobre o movimento.

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