Em 15 semanas do segundo semestre, o índice de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) em Divinópolis cresceu 10083.33%. Os dados analisaram os meses de julho até 15 de novembro, de 2019 e 2020. As informações são da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), obtidas através da plataforma SIVEP-Gripe.

Nesta atualização, de acordo com o G1, foram analisadas as semanas 31 a 46. Foram 611 notificações registradas em 2020 contra seis em 2019, considerando o mesmo período; um aumento de mais de 100 vezes.

De janeiro a 15 de novembro, foram 34 internações em 2019, contra 800 em 2020, levando em consideração o mesmo período analisado; diferença quase 24 vezes mais.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), a Srag é caracterizada no indivíduo que apresente: dispneia/desconforto respiratório; pressão persistente no tórax; saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente; coloração azulada dos lábios ou rosto. Em crianças, além dos sintomas apresentados, observam-se os batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência.

Hospitalizações

Os dados foram atualizados até o último dia 14 de novembro. A maior parte das hospitalizações pela síndrome continua sendo de moradores de Divinópolis, são 56,6%, o que equivale a 571 pessoas. Dos casos registrados em 2020, 646 se curaram, 289 morreram, cinco foram transferidos para outro município e 69 ainda estavam hospitalizados até o fechamento dos dados.

O levantamento também mostra que das notificações de Srag, um caso foi confirmado para Influenza, dois casos foram por outro agente etiológico, 458 casos foram confirmados para Covid-19, outros 535 não foram especificados e 13 casos ainda aguardavam resultado laboratorial até o fechamento dos dados.

Em relação aos casos de coronavírus, a Prefeitura explica que 439 foram confirmados por critério laboratorial e 19 por critério clínico-imagem; 285 evoluíram para cura, 138 morreram, 30 continuam hospitalizados e cinco foram transferidos para outras cidades até o fechamento dos dados.

Dos pacientes internados, os dados apontam que 53,9% são pessoas do sexo masculino, com faixa etária predominante de 60 anos e mais, sendo 59,4%. Dos 1009 casos registrados de janeiro a novembro, 569 ficaram em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI).

Fonte: G1

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