De acordo com um estudo lançado recentemente pela organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) , a carreira de educador, está em 3º lugar com mais profissionais no país.
Fundamentais na formação de qualquer pessoa, os professores convivem com a realidade dos baixos salários, falta de respeito dentro de salas de aula e, principalmente, falta de perspectivas. E o reflexo desse quadro de problemas já começa a aparecer com a escassez de pessoas que querem se tornar professores. E que mesmo com pontos negativos, alunos e professores esperam um futuro melhor.
Falta incentivo, ou investimento no futuro do país? A verdade é que os problemas têm apagado as chances de melhorar os níveis da educação no Brasil. Em Minas Gerais os professores são mais de 280 mil e estão à frente de um exército. E alguns alunos estão interessados em aprender, outros, nem tanto. De quem seria a responsabilidade, então?
O que se sabe é que quem aprende e quem ensina tem saído prejudicado. As manifestações sempre passaram pelos corredores da educação. Faz tempo que os funcionários ligados à categoria brigam por melhores remunerações. E essa diferença entre o que se investe e o que se espera receber de salário tem se refletido dentro das salas de aula, só que das universidades. Nelas, o futuro tem ficado meio vazio de esperanças.
Um professor graduado, com as gratificações, recebe no estado R$850. Menos que dois salários mínimos. Um número nem um pouco convincente para atrair novos profissionais. Numa faculdade em Uberaba, dos oito cursos de licenciatura oferecidos, apenas dois são no sistema presencial.
Na falta de ter quem compense a demanda do mercado, as escolas começam a demonstrar sinais de falência.
Todos concordam que são necessários ajustes. E se torcem por uma mudança? Com certeza. Afinal, eles serão fruto da educação de hoje. O que funciona na prática é a psicologia do amor. Se não tiver não funciona a disciplina , diz a vice-diretora, Maria de Fátima Vaz.

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