O extrato da verba indenizatória de alguns parlamentares mostra que, mesmo durante as férias, os deputados mineiros não deixaram de circular pelo Estado e que o táxi foi o meio mais utilizado por um grupo. Os valores foram lançados na rubrica ?viagens, alimentação e passagens? da verba indenizatória e, em alguns casos, superam os R$ 2.000 em pleno recesso legislativo.
Rosângela Reis (PROS) pagou R$ 2.712 neste grupo de despesa. Deste total, R$ 2.099 foram para uma cooperativa de táxi. Com o montante é possível percorrer 874 km, levando em consideração o valor cobrado pelo quilômetro rodado em Belo Horizonte, que é de R$ 2,40 para a bandeira 1.
Mas o táxi não foi o único meio de transporte utilizado pela deputada nas férias. A Assembleia ainda ressarciu a ela notas no valor de R$ 5.000 em combustível. Procurada pela reportagem, ela não foi encontrada nem retornou as ligações da reportagem.
Antônio Lerin (PSB) chegou a pagar, em janeiro, em duas notas para a mesma cooperativa de taxi, R$ 5.000. Com o valor, seria possível rodar 2.083 quilômetros. De acordo com Lerin, o valor se refere a corridas realizadas em dezembro e janeiro. Foram R$ 1.826,67 no primeiro mês deste ano e R$ 3.173,33, em dezembro. No mesmo mês, o socialista ainda demandou R$ 1.901 para pagar o combustível.
?O valor é ainda maior e pago a diferença do meu bolso. Em 99% dos casos são deslocamentos para a Cidade Administrativa e para o Aeroporto de Confins?, afirmou o socialista.
Segundo ele, o seu gasto com táxi é superior ao dos colegas porque ele optou por não alugar veículos. ?Com o táxi, acabo economizando. Meu gasto médio é de R$ 1.500 por mês?, disse.
Na lista dos parlamentares que, aparentemente, preferiram fazer deslocamentos de grandes distâncias com táxi ao em vez de recorrer a empresas de ônibus ou aéreas, no mês de recesso parlamentar, está o deputado Adelmo Carneiro (PT).
No dia 3 de janeiro, ele utilizou o serviço. A nota divulgada no Portal da Transparência é de R$ 1.635. ?Geralmente, o táxi é usado pela minha equipe de apoio para levar assessores, prefeitos e vereadores até a Cidade Administrativa para assinatura de convênios ou para solucionar problemas institucionais. Sempre recomendo aos funcionários que economizem e tento aplicar o maior rigor nos gastos?, afirmou o petista.
Além disso, foram necessários para Carneiro mais R$ 1.874 em combustível e outros R$ 5.400 com o aluguel de veículos.
Segundo a assessoria da Casa, os gastos com táxi são permitidos dentro da rubrica de ?passagens, hospedagem e alimentação?, pois os deputados podem optar pelo meio que quiserem para se deslocar a trabalho, dentro e fora da capital.
Por mês, cada deputado tem direito a R$ 5.000 dentro da rubrica ?viagens, passagens e alimentação?, o mesmo valor é permitido para despesas com combustível e outros R$ 7.000 para custear o aluguel de veículos.
Autorizado
Segundo a assessoria da Assembleia de Minas, os gastos com táxi dentro e fora da capital são permitidos dentro da rubrica de ?passagens, hospedagens e alimentação?.

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