Representantes da Prefeitura e do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Formiga (Sintramfor) estiveram reunidos na quarta-feira (16) para tratar sobre o corte no adicional de insalubridade dos servidores municipais.
No encontro, estiveram presentes o secretário de Administração e Gestão de Pessoas, Sudário Macedo; a procuradora Sandra Micheline; a secretária de Saúde, Luiza Flora; representantes dos servidores da Saúde, a técnica em segurança do trabalho Fabiane de Castro; a presidente do Sintramfor, Ana Paula Melo, juntamente com o advogado,Vicente Faria
Durante a reunião, foram esclarecidos alguns pontos importantes que provocaram a polêmica em torno do debate relativo à insalubridade dos servidores. Uma das questões colocadas pelo secretário Sudário Macedo foi que, nos casos de zelador e recepcionista, que já sofreram corte do adicional no mês janeiro, a decisão se deu baseada em outro laudo, que foi providenciado mediante requerimento dos próprios servidores, e não na revisão do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). A procuradora municipal, Sandra Micheline, alertou que o programa ainda está em elaboração.
A reunião teve como objetivo reavaliar em conjunto as indicações feitas pela empresa GR Impacto, de Porto Alegre empresa vencedora do processo licitatório e responsável por elaborar o PPRA. O grupo de trabalho decidiu que a Secretaria Municipal de Administração irá rever os ajustes nos adicionais de insalubridade de alguns cargos, juntamente com a GR Impacto, bem como a auditoria interna nos prédios da administração municipal, para identificar os pontos críticos com relação à segurança do servidor.
De acordo com a procuradora Sandra Micheline, esta revisão já está sendo providenciada.?Tão logo o laudo seja finalizado, a Secretaria de Administração se compromete a avisar antecipadamente os servidores que, por ventura, tenham cortes no adicional de insalubridade?.
Os representantes do Sintramfor informaram que, caso seja necessário, o sindicato contratará um engenheiro para promover a elaboração de outro laudo sobre a situação de determinados cargos.
Ana Paula Melo ressaltou que tem esperanças de que tudo se resolva sem procedimentos judiciais. ?Eu senti boa vontade por parte da administração municipal em pelo menos tentar resolver esse problema. Caso isso não aconteça, infelizmente teremos que resolver de forma judicial. Já foi constatado que alguns cortes e reduções estão incorretos. Mas vamos esperar o laudo da empresa contratada pela Prefeitura?, disse.
Assim que a revisão for realizada, os representantes do Executivo deverão se reunir novamente com membros do sindicato, que procuram participar efetivamente da reavaliação.

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