De quinta-feira da semana passada (3), antevéspera do Carnaval, até na Quarta-Feira de Cinzas (9), a chuva não deu trégua em Formiga, eram raros os momentos de uma rápida estiagem. Diversos estragos foram ocasionados pelas constantes chuvas na cidade, como árvores arrancadas ou quedas de galhos, desmoronamento de terras, danos em pontes, passarelas e no asfalto.
Segundo a secretária executiva da Defesa Civil de Formiga, Vera Moreira, em sete dias choveu na cidade o equivalente a 225,2 milímetros, o previsto para chover em um prazo de 45 dias em nossa região. Vera Moreira lembrou que quando houve a enchente, em 2008, choveu em 16 horas 243 milímetros.
A milimetragem de chuvas está muito acima da média histórica de Formiga e a tendência de diminuição ou para o desfecho das chuvas é a partir da terceira semana de março, segundo a chefe da Defesa Civil. ?Até lá, temos um grande período de chuvas para enfrentar?, comenta.
A Defesa Civil alerta que há muitos pontos de deslizamento de terra na cidade e que as pessoas não devem esperar providências imediatas da Prefeitura, Defesa Civil e outros órgãos de defesa, por isso, devem abandonar os locais de risco e se abrigarem em locais seguros. Vera Moreira ressalta que há problemas em toda a cidade, pois onde não tem deslizamento de terra o solo está se abatendo. Ela ainda alerta que as quedas de galhos e árvores devem continuar e reforça a orientação para que os motoristas estacionem os veículos em locais seguros, de preferência longe das árvores.
A secretária executiva da Defesa Civil ressalta ainda que são muitos os problemas que o município enfrenta neste período de chuvas e que, aos poucos, a Secretaria de Obras e a Prefeitura de um modo geral estão conseguindo fazer algumas coisas, mas o resultado é de muito estrago e ainda há muita coisa por vir. Vera Moreira comenta ainda que a ação do sol em cima do solo encharcado traz muitos prejuízos e que o certo é toda a população tomar medidas de precaução.
Outra orientação é para os proprietários de trailers às margens dos rios e córregos, uma vez que, segunda a secretária executiva, eles estão em Área de Preservação Permanente (APP) e não podem fazer consertos, por isso, devem observar a estrutura dos trailers. Segundo Vera Moreira, além de estarem em local inadequado, podem colocar em risco a vida deles e de muita gente.

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