A Embraer registrou um prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$78,1 milhões no quarto trimestre, ante um lucro de R$132 milhões no mesmo período do ano passado, informou a fabricante brasileira de aeronaves nesta quinta-feira (14). O prejuízo, entretanto, foi menor que o registrado no 3º trimestre (R$83,8 milhões).

No ano de 2018, a companhia acumulou prejuízo R$669 milhões, após ter registrado um lucro de R$850,7 milhões em 2017.

Já o prejuízo líquido ajustado (excluindo-se impostos diferidos e itens especiais) foi de R$29,4 milhões no 4º trimestre e de R$224,3 milhões no ano.

Segundo a empresa, o resultado no ano passado foi impactado principalmente “por menores resultados operacionais, além de maiores despesas financeiras líquidas”.

A receita líquida atingiu R$6,3 bilhões no 4º trimestre, alta de 13% na comparação com os 3 meses anteriores. No ano, somou R$18,7 bilhões no ano, mostrando estabilidade frente a 2017.

A Embraer informou que no 4º trimestre entregou 33 aeronaves comerciais e 36 executivas (24 jatos leves e 12 grandes) e que, no ano de 2018, foram 90 aeronaves comerciais e 91 executivas (64 jatos leves e 27 grandes);

A carteira de pedidos firmes a entregar da companhia fechou 2018 em US$16,3 bilhões.

A dívida líquida subiu para R$1,7 bilhão no quarto trimestre ante R$1,027 bilhão no mesmo período de 2017.

Receita por segmento

As receitas da divisão de aviação comercial representaram 46,5% do total da companhia no consolidado de 2018 (R$8,7 bilhões).

As receitas da aviação executiva corresponderam a 22,3%. Já o faturamento dos segmento de defesa & segurança e serviços & suporte representaram, respectivamente, 11,7%, e 19,1% do total.

No 4º trimestre, o segmento de aviação comercial representou 50,3% da receita consolidada, ante 38,1% no último trimestre de 2017, já que as entregas desse segmento aumentaram de 23 para 33 jatos na comparação entre os trimestres.

No final de fevereiro, os acionistas da Embraer aprovaram o acordo sobre a venda da divisão comercial da empresa para a Boeing. Pelo acordo, a Boeing deverá pagar US$4,2 bilhões por 80% da nova companhia. A Embraer ficará com os 20% restantes.

Os negócios de defesa e jatos executivos e as operações de serviços da Embraer associados a esses produtos permanecerão como uma empresa independente e de capital aberto.

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Fonte:

G1