Os empregados do Transporte Coletivo Legal e Responsável fizeram um protesto, na manhã desta quarta-feira (22), em frente à Cidade Administrativa, na região norte de Belo Horizonte. Mais de 200 ônibus estão estacionados nas marginais da MG-010.

De acordo com a Federação dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Minas Gerais (FETTROMINAS) os profissionais querem que o governador Romeu Zema sancione o Projeto de Lei 1155/55 que trata da prestação de serviço fretado de transporte rodoviário.

Eles pedem que o governador Zema sancione o PL em nome dos direitos dos trabalhadores.

Para Carlos Mariano, trabalhador do Transporte Coletivo Legal e Responsávelhá 25 anos, o veto ao projeto irá precarizar os postos de trabalho. “Se for vetado perderemos os direitos trabalhistas que adquirimos ao longo dos anos”.

Carlos salienta que o veto ao projeto coloca em risco o trabalho de mais de 250 mil pessoas que atuam em postos formais. “Temos todos os nossos direitos garantidos pela CLT, com salário em dia, recolhimento de impostos em dia, e plano de saúde. Nossas famílias dependem do nosso trabalho. Ao todo somos mais de 1 milhão de pessoas que dependem diretamente desses postos de trabalho.

De acordo com os trabalhadores, se o PL não for sancionado a população de todo o estado será prejudicada. “As empresas de transporte irregular não zelam pelos profissionais, já que contratam apenas terceirizados e não se preocupam com a saúde desses trabalhadores e isso pode provocar um caos nas rodovias e para muitas famílias” ressalta Carlos.

 Os manifestantes se concentraram no Estádio Mineirão e seguiram para a Cidade Administrativa. Cerca de dois mil trabalhadores participam da manifestação.

O PL, de autoria do deputado Alencar da Silveira Júnior (PDT), já foi aprovado em segundo turno pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e aguarda decisão do governador.

O Transporte Coletivo Legal e Responsável emprega hoje cerca de 250 mil pessoas em todo o Estado de Minas Gerais. O número corresponde a 16.8% da taxa de desemprego no estado, que soma 1,48 milhão de desocupados. A extinção dessas vagas de trabalho irá prejudicar a economia do estado e afetar mais de 1 milhão de pessoas que dependem diretamente do transporte regular.

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