Para muitos jovens, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é sinônimo de intensa ansiedade. Por ser a principal porta de entrada para as principais universidades do país, a prova costuma gerar preocupação até mesmo nos estudantes mais bem preparados. E para que os candidatos possam encarar os exames nos dias 4 e 11 de novembro com maior tranquilidade, a ajuda da família é fundamental.

De acordo com a coordenadora do curso de Psicologia do Grupo Promove, Maria Rita Britto Tupinambá, os pais podem ser aliados nos dias que antecedem o Enem, conversando com os filhos e os tranquilizando sobre a responsabilidade em torno dessa importante etapa da vida.

Para ela, os pais devem ficar atentos se os filhos tiveram mudança de comportamento na reta final do Enem, como ficar sem dormir ou se alimentar direito. “Os pais podem orientar os filhos ao falar sobre suas próprias experiências. Os adultos passam são avaliados no dia a dia e também passam sempre por situações de estresse. Eles podem contar como fazem para superar as questões”, afirma Maria Rita.

É bom partilhar as histórias, mas tomando o cuidado para não parecer ser superior. Segundo a psicóloga, este é um momento para demonstrar empatia, de quem entende que as situações de estresse são diferentes. “Não diga ‘não precisa ficar nervoso, é só uma prova’. Esse tipo de frase não permite uma empatia necessária para que pais e filhos fiquem próximos nesse momento”, diz.

Segundo Maria Rita, é fundamental não julgar o jovem. “Para um adolescente, não há coisa pior do que o julgamento, especialmente vindo dos pais. Eles tendem a extremar demais os sentimentos, porque essa é uma fase de oscilação e há uma reflexão sobre a visão de si mesmo e sobre as outras pessoas. No momento de estresse, isso fica mais nítido”, explica.

Se a relação entre pais e filhos estiver tranquila nessa reta final, vale a pena investir em programas em família: fazer as refeições juntos, realizar um passeio, assistir a um filme. O importante é colocar a tranquilidade como prioridade. “É importante mostrar ao jovem que, na véspera, não dá mais tempo de aprender mais nada. É possível revisar algum conteúdo, mas se achar necessário, mas não é mais hora de aprender”.

 

 

Fonte: Hoje em Dia ||

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