Engenheiro de Piumhi é suspeito de integrar organização criminosa

Ele pode fazer parte de quadrilha que frauda financiamentos imobiliários. Operação da Polícia Federal ocorreu simultaneamente no RJ, em SP e MG.

Ele pode fazer parte de quadrilha que frauda financiamentos imobiliários. Operação da Polícia Federal ocorreu simultaneamente no RJ, em SP e MG.

A Polícia Federal (PF) de Divinópolis participou nesta terça-feira (17) de uma operação que ocorre simultaneamente no Rio de Janeiro, em São Paulo e Minas Gerais contra uma organização criminosa suspeita de fraudar financiamentos imobiliários. Um engenheiro, de 31 anos, da cidade de Piumhi foi interrogado suspeito de assinar laudos falsos que facilitavam o recebimento de contratos de até R$ 1 milhão.
A fraude ocorria em três agências da Caixa Econômica Federal (CEF) e tinha como principais alvos imóveis a Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. Em média, cada apartamento ou casa tinha sobrevalorização de 1.000% em relação ao real valor de mercado, segundo a Polícia Federal. Ainda de acordo com a investigação, os membros da quadrilha contavam com o auxílio de funcionários da Caixa, inclusive gerentes regionais. Enquanto o processo de financiamento costuma levar mais de um mês, nas agências suspeitas a liberação de recursos demorava apenas quatro dias.
De acordo com o delegado da PF em Divinópolis, Antônio Benício de Castro Cabral, nesta manhã foi cumprido na região Centro-Oeste de Minas um dos 34 mandados de condução coercitiva. Na ocasião, um engenheiro foi interrogado e liberado. Abordamos o engenheiro na residência dele em Piumhi por volta de 6h. Ele foi conduzido para Divinópolis para um interrogatório que durou cerca de uma hora. Ele é suspeito de fraudar laudos imobiliários para uma empresa que presta serviços para a Caixa Econômica Federal em Minas Gerais, mas negou o crime, contou.
O interrogatório do engenheiro investigado na operação Dolos será encaminhado nesta terça-feira (17) para o Rio de Janeiro, onde o delegado responsável dará continuidade à investigação. Em Divinópolis foi feito um alto de colheita de assinação gráfica do suspeito, que é uma perícia que vai ser útil para confrontar com as assinaturas nos laudos falsos. Além disso, perguntamos se ele conhece vários investigados e ele só confirmou que conhece de vista uma pessoa. Esse material será encaminhado para o responsável pela operação no RJ, que dará continuidade na investigação, concluiu Benício Cabral.
A Caixa Econômica Federal informou que a operação Dolos deflagrada nesta terça-feira envolvendo fraude na concessão de crédito imobiliário no Rio de Janeiro foi identificada pela Caixa por meio de mecanismos de controle interno. O banco encaminhou notícia-crime à Policia Federal para apuração da ação criminosa.
Em nota encaminhada para o G1 Rio de Janeiro, o banco disse ainda que já submeteu os empregados envolvidos à processo de apuração interna, que resultou em demissões e suspensões. A empresa ressaltou ainda que continuará contribuindo integralmente para investigações da Polícia Federal.

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Sobre o Autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Engenheiro de Piumhi é suspeito de integrar organização criminosa

Ele pode fazer parte de quadrilha que frauda financiamentos imobiliários. Operação da Polícia Federal ocorreu simultaneamente no RJ, em SP e MG.

Ele pode fazer parte de quadrilha que frauda financiamentos imobiliários. Operação da Polícia Federal ocorreu simultaneamente no RJ, em SP e MG.

 

A Polícia Federal (PF) de Divinópolis participou nesta terça-feira (17) de uma operação que ocorre simultaneamente no Rio de Janeiro, em São Paulo e Minas Gerais contra uma organização criminosa suspeita de fraudar financiamentos imobiliários. Um engenheiro, de 31 anos, da cidade de Piumhi foi interrogado suspeito de assinar laudos falsos que facilitavam o recebimento de contratos de até R$ 1 milhão.

A fraude ocorria em três agências da Caixa Econômica Federal (CEF) e tinha como principais alvos imóveis a Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. Em média, cada apartamento ou casa tinha sobrevalorização de 1.000% em relação ao real valor de mercado, segundo a Polícia Federal. Ainda de acordo com a investigação, os membros da quadrilha contavam com o auxílio de funcionários da Caixa, inclusive gerentes regionais. Enquanto o processo de financiamento costuma levar mais de um mês, nas agências suspeitas a liberação de recursos demorava apenas quatro dias.

De acordo com o delegado da PF em Divinópolis, Antônio Benício de Castro Cabral, nesta manhã foi cumprido na região Centro-Oeste de Minas um dos 34 mandados de condução coercitiva. Na ocasião, um engenheiro foi interrogado e liberado. “Abordamos o engenheiro na residência dele em Piumhi por volta de 6h. Ele foi conduzido para Divinópolis para um interrogatório que durou cerca de uma hora. Ele é suspeito de fraudar laudos imobiliários para uma empresa que presta serviços para a Caixa Econômica Federal em Minas Gerais, mas negou o crime”, contou.

O interrogatório do engenheiro investigado na operação Dolos será encaminhado nesta terça-feira (17) para o Rio de Janeiro, onde o delegado responsável dará continuidade à investigação. “Em Divinópolis foi feito um alto de colheita de assinação gráfica do suspeito, que é uma perícia que vai ser útil para confrontar com as assinaturas nos laudos falsos. Além disso, perguntamos se ele conhece vários investigados e ele só confirmou que conhece de vista uma pessoa. Esse material será encaminhado para o responsável pela operação no RJ, que dará continuidade na investigação”, concluiu Benício Cabral.

A Caixa Econômica Federal informou que a operação Dolos deflagrada nesta terça-feira envolvendo fraude na concessão de crédito imobiliário no Rio de Janeiro foi identificada pela Caixa por meio de mecanismos de controle interno. O banco encaminhou notícia-crime à Policia Federal para apuração da ação criminosa.

Em nota encaminhada para o G1 Rio de Janeiro, o banco disse ainda que já submeteu os empregados envolvidos à processo de apuração interna, que resultou em demissões e suspensões. A empresa ressaltou ainda que continuará contribuindo integralmente para investigações da Polícia Federal.

Redação do Jornal Nova Imprensa G1

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Sobre o Autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

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