A Sociedade Mineira de Coloproctologia, a Sociedade de Gastroenterologia e Nutrição de Minas Gerais e a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva ? Estadual Minas Gerais realizam de 25 a 27 de setembro, com o apoio da Associação Médica de Minas Gerais, a Campanha de Combate ao Câncer de Intestino.
Sob o slogan ?Câncer colorretal: você pode prevenir?, as entidades médicas vão alertar sobre as formas de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença que deve atingir, somente este ano, cerca de 27 mil pessoas em todo o País ? segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Nos dias 25 e 26 de setembro, o câncer de intestino será destaque no ?Gastrominas?, o maior evento científico dessas especialidades médicas realizado em Minas Gerais. Centenas de médicos e profissionais de saúde vão debater os avanços da medicina no combate à doença.
No dia 27, uma caminhada em Belo Horizonte abre as atividades voltadas para a população. A concentração será feita na Praça da Bandeira, no bairro Mangabeiras, a partir das 9h. O ponto de chegada será a Praça JK, no Sion, onde médicos farão medição de pressão arterial e nutricionistas darão orientação alimentar. Além disso, entre 9h e 12h, serão oferecidas palestras sobre como prevenir, reconhecer e tratar o câncer de intestino. Haverá ainda distribuição de panfletos informativos e apresentação da Banda da Polícia Militar de Minas Gerais. Todas as atividades são gratuitas.
O câncer do intestino, também conhecido como câncer colorretal, abrange tumores malignos que atingem o intestino grosso e o reto. ?Tanto homens como mulheres são igualmente afetados. Se diagnosticado em estágio inicial, temos de 70 % a 90% de chance de cura desse tipo de câncer?, afirma a presidente da Sociedade Mineira de Coloproctologia, Magda Profeta.
A doença apresenta-se muitas vezes com poucos sintomas. Por isso, o diagnóstico precoce nem sempre é fácil. ?Pequenas alterações como diarréia, constipação intestinal, anemia ou sangramento anal devem ser valorizadas e o médico especialista precisa ser procurado?, ressalta a médica.
A história familiar e a presença de pólipos em parentes também devem servir de alerta, pois podem sugerir uma predisposição genética ao câncer de intestino. Magda Profeta explica que a detecção de pólipos, que são precursores do câncer colorretal e de pequenos tumores, pode ser feita por meio de métodos seguros, como o exame de sangue oculto nas fezes, a retossigmoidoscopia e a colonoscopia. ?A indicação de qualquer um desses procedimentos deve ser decidida pelo médico, que avaliará o paciente e seus sintomas?, afirma.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mundialmente, os tumores malignos que acometem o cólon e o reto somam cerca de 960 mil novos casos anuais, sendo a quarta causa mais comum de câncer no mundo e a segunda em países desenvolvidos. No Brasil, o câncer do intestino é o terceiro tipo mais incidente em homens e o segundo em mulheres na região Sudeste. Em 2008, a estimativa de novos casos de câncer de intestino no Brasil foi: 12.490 casos em homens e 14.500, nas mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 13 novos casos para cada 100 mil homens e 15, para cada 100 mil mulheres.
Sintomas mais comuns do Câncer de Intestino
– Mudanças no hábito intestinal (diarréia ou prisão de ventre);
– Presença de sangue nas fezes;
– Vontade frequente de ir ao banheiro, com sensação de evacuação incompleta;
– Sangramento anal;
– Dor ou desconforto abdominal (gases e/ou cólicas);
– Perda de peso sem razão aparente;
– Cansaço, fraqueza, anemia.
Fatores que contribuem para o desenvolvimento do câncer de intestino
– Alimentação rica em gorduras, com muitas calorias e pobre em fibras;
– Ter parente de primeiro grau com pólipos ou câncer do intestino;
– Mulheres que tiveram câncer de ovário, do endométrio ou de mama;
– Ter doenças inflamatórias do intestino, como a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn;
– Ser fumante;
– Ter mais de 50 anos;
– Ingestão freqüente de álcool e de alimentos com corantes artificiais.
Estimativas de casos de câncer do intestino em 2008
Brasil: 26.990 casos
Minas Gerais: 950 homens e 1.210 mulheres.
Belo Horizonte: 190 homens e 290 mulheres.
As estimativas são do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

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