No popular, é bem provável que esta frase resuma hoje, o que restou dos impasses que ultimamente permearam e perturbaram as reuniões do Legislativo formiguense.

A “temperatura” que ali andou alta, mas declinou com a retirada do projeto que, reconheçamos, açodadamente pretendeu repor perdas salariais dos edis, – sem querer aqui entrar no mérito da questão ou fazer juízo sobre sua legitimidade ou não -, na semana seguinte, com a negativa do uso da Tribuna a uma do povo, mais uma vez, o ponteiro extrapolou os limites e o caldo, novamente entornou.

Felizmente, depois da lavratura de BO., posteriormente corrigido, livrando-o de algumas impropriedades ali relatadas, numa reunião ocorrida na terça-feira (7), esta mais civilizada e na qual foi inclusive servido  educado farto cafezinho, com o qual a Casa brinda a seus convivas, a Mesa Diretora e os representantes do movimento “Todos por Formiga”, chegaram à conclusão de que afinal de contas, ambas as partes até então litigantes, apenas procuraram cada uma à sua maneira, atender os anseios populares e ao perceberem isto, trouxeram o mercúrio do termômetro para níveis bem mais aceitáveis. Aí, celebrou-se o armistício.

Como resultado imediato, houve a extraordinária realizada no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, num clima  bem mais ameno. Quem teve a oportunidade de acompanhar a reunião, certamente concordará que, com a lúcida e competente fala da vereadora Joice Alvarenga, algo de novo, pode surgir por ali. As firmes pinceladas demarcou uma nova trajetória  para o andar da “carruagem”, certamente livrando seus ocupantes, dos buracos e outros percalços que se vislumbravam na longa estrada que todos os ocupantes ainda terão de percorrer, se é que eles pretendem terminar a viagem de seus mandatos livres de alguns mais que previsíveis percalços.

Certo é que todo mundo ali está em razão da escolha popular e, portanto, é em nome e da vontade expressa por esse mesmo povo, seu legítimo patrão que eles, queiram ou não, resguardados do que preconizam as leis e regimentos que juraram defender, deles se valerão para nortear suas condutas.

É claro que as individualidades, ou melhor, as peculiaridades marcantes ou não e que caracterizam o comportamento de cada um deles, precisarão ser respeitadas por todos. Concordar ou discordar deste ou daquele tema ou conduta é mais que legítimo. É salutar e  democrático.

Só agindo assim, o Legislativo terá força para se opor a certas vontades do Executivo ou, ao contrário, saberá defender a legitimidade de certos projetos que à primeira vista, poderão lhe parecer pouco palatáveis.

O senso comum, num caso ou em outro, é o que precisa prevalecer e isto só se dá com muito diálogo e tempo para se estudar caso a caso, especialmente quando o interesse público falar mais alto que o interesse pessoal.

A única barganha possível, a única aceitável naquela casa, deve ser aquela em que na face da moeda em jogo, se encontrar com facilidade a inscrição: “isto é bom para o povo”.

Lembrando que muitas vezes o remédio a ser ingerido, ainda que amargo, via-de-regra é o mais indicado em certos casos e que sem ele, a cura almejada não pode ser alcançada;  ficamos a imaginar que se desta feita entre mortos e feridos, escaparam todos, isto nos indica que uma dose diária de bom senso e de humildade, acompanhada de coragem e transparência, é sim, muitas vezes, a melhor solução para equações que possam até mesmo, nos parecer insolúveis.

E Joice, em rápidas pinceladas, já nos mostrou que sabe, e bem, disso!

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