Vinte e oito escolas estaduais do ensino fundamental de diferentes regiões de Minas Gerais estão entre os vencedores do concurso do Programa Semeando 2010. O Semeando é o maior programa de Educação Ambiental em Minas Gerais e está completando neste ano uma década de realização ininterrupta, promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Minas) e Sindicato dos Produtores Rurais.
O programa tem a parceria da Secretaria de Estado de Educação (SSE), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e o apoio do Governo de Minas e das prefeituras. São parceiros da iniciativa, também, o Sebrae-MG, sistema Sicoob Crediminas, CBMM, Bunge e Duw AgroSciences.
O Semeando conta anualmente com a participação de cerca de três milhões de alunos e 150 mil professores do ensino fundamental de escolas públicas municipais e estaduais e está presente em praticamente todos os municípios mineiros. O objetivo é mostrar às crianças e aos jovens os valores, a cultura e o papel da agricultura e da pecuária para o abastecimento e sobrevivência das pessoas no campo e nas cidades. Dessa forma, os estudantes aprofundam os conhecimentos sobre temas como a origem dos alimentos, a importância da água e as riquezas do solo. O programa inclui ainda temas como o meio ambiente e as práticas sustentáveis para o futuro da população mundial, segurança alimentar, ética e cidadania, entre outros.
Ao final de cada ano o Sistema Faemg – Senar Minas realiza concursos de Desenho, Redação e Experiências Pedagógicas para alunos e professores, com o objetivo de valorizar o aprendizado. Neste ano o concurso recebeu 13.900 trabalhos com o tema Integração Campo-Cidade. A proposta foi ressaltar os aspectos culturais de Minas Gerais, com foco na vida do homem do campo, seus valores, sua relação com a natureza, as diferentes culturas e os produtos que dão vida aos centros urbanos. Em 30 de novembro serão premiados os vencedores de 2010, um total de 112 alunos e professores, que receberão computadores e valores em dinheiro.

Escolas premiadas
Entre os premiados deste ano está a Escola Estadual de Indaiá, no distrito Baixa Quente, no município de Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha. O projeto, batizado ?Produção Consciente e Ação Permanente – Feira Livre?, foi liderado pela diretora Marilza Maria de Oliveira, teve a participação dos alunos, da comunidade escolar e, também, de parcerias com representantes locais e da sede do município de Minas Novas. O projeto teve o objetivo de valorizar o meio ambiente com o manejo sustentável dos recursos naturais da região, incentivando e conscientizando a comunidade escolar e os moradores locais, da necessidade de preservação ambiental e do desenvolvimento de hábitos saudáveis. Os estudos realizados foram apresentados por meio de peças teatrais, cartazes, comidas típicas, maquetes, mapas, artesanatos, debates, poesias, textos, músicas e resultados de entrevistas.
A culminância do projeto aconteceu com a apresentação da Feira Livre – antigo sonho da população local – que teve a participação dos produtores agrícolas locais e da região, assim como de toda comunidade escolar, pessoas de Minas Novas e cidades vizinhas. Para a diretora da escola, Marilza Oliveira, ?o Programa Semeando vem sendo um grande parceiro para a transformação e o aperfeiçoamento das ações da escola em busca da sensibilização e conscientização de alunos que se tornarão cidadãos críticos e ativos?.

Viagens

Também premiada neste ano, a Escola Estadual Lígia Beatriz Amaral, de Carmópolis de Minas, no Centro-Oeste do Estado, desenvolveu o projeto ?Conhecer para Fazer Diferente?, tendo à frente o professor André Luiz Ferreira Silva. Para trabalhar o tema Integração Campo Cidade os alunos viajaram para conhecer diferentes ambientes e culturas de Minas Gerais. Numa excursão a Belo Horizonte, os alunos visitaram o aquário temático do rio São Francisco, a Fundação Zoobotânica, o Museu de Ciências Naturais e Horto Florestal da UFMG e o Museu PUC Minas de Ciências Naturais. E ainda, confeccionaram brinquedos, fizeram levantamento de dados históricos, trabalhos de arte por meio da música, visitas a propriedades rurais e apresentação de festas tradicionais da cidade. O professor André Luiz avalia que ?no decorrer do projeto foram desenvolvidas variadas atividades, apoiadas na interdisciplinaridade, que ultrapassaram os muros da escola, compreendendo que assim como a cidade precisa do campo, o campo também precisa da cidade.?
A coordenadora do Programa Semeando, Vânia Ferreira de Melo, Argumenta que o saldo do Semeando pode ser medido não só pelo trabalho junto aos alunos e professores, mas por alcançar toda a comunidade incluindo a comunidade incluindo as famílias, à própria, a comunidade local, os órgãos públicos e os empresários, como se verifica ao longo dos anos, nos trabalhos relatados e que ocorrem à premiação. ?Os conhecimentos obtidos no estudo dos temas extrapolam os muros das escolas em atividades que envolvem toda a comunidade?, diz.

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