Moradores da rua Bromélia, bairro Balbino Ribeiro, em Formiga, entraram em contato com a redação do Últimas Notícias indignados com grave problema surgido em obra de pavimentação paralisada.

De acordo com eles, as manilhas que tinham a função de captar a água pluvial da rua carreando para a Lagoa Seca, recebem água de esgoto, sendo despejada a céu aberto na lagoa.

Os moradores alertam para o fato de que a lagoa está sendo contaminada e, consequentemente, poluindo o lençol freático do qual se serve o poço artesiano que abastece o bairro.

Outras manilhas que deveriam ser instaladas antes da pavimentação e drenagem pluvial estão jogadas no meio do matagal, evidenciando o abandono da obra.

Os serviços de pavimentação estão orçados em R$374.623,73 bancados pelos cofres públicos e são de responsabilidade da construtora Effes Service Ltda, em parceria com a Prefeitura Municipal de Formiga, Caixa Econômica Federal e Ministério do Desenvolvimento Regional.

No início de 2018, o prefeito Eugênio Vilela se reuniu com moradores do bairro e anunciou a liberação de três emendas parlamentares destinadas a melhorias de dez vias no Balbino Ribeiro, inclusive na rua Bromélia. De acordo com o cronograma, as outras ruas a serem asfaltadas seriam: Alamanda, Íris da Praia, Caládio, Sálvia, Filodentro, Gengibre Azul, Cipó de São João, Begônia e Petúnia.

O chefe do Executivo, à época, explicou que havia conseguido a liberação de R$1.300 milhão por meio de emendas obtidas junto a deputados federais. Desse total, foram R$ 250 mil por parte de Renato Andrade, R$300 mil de Leonardo Quintão e R$ 750 mil de Jaiminho Martins. O início das obras foi autorizado em dezembro de 2018.

De acordo com as informações contidas em placa ali instalada, a pavimentação deveria ter sido iniciada no dia 1° de setembro de 2020, com o término dos serviços sendo estimado para ocorrer no dia 1º de janeiro de 2020. Estranho que nesta obra, se as informações contidas na placa estiverem corretas, a obra teria sido concluída antes mesmo de ser iniciada. (confira na foto)

Este erro é até compreensível, mas a realidade, talvez em função da pandemia ou do período de chuvas o que é pior, é que ele continua paralisada. Ao que informam os moradores nem mesmo a regularização da pista para que seja aplicado o CBUQ, foi concluída. Meio fios e rede pluvial também não.

A redação do jornal entrou em contato com o diretor do Saae, Flávio Passos, e ele nos informou que está ciente do problema e que a equipe da autarquia já está no local. A equipe verificou que realmente houve uma falha da construtora e que durante a execução do serviço de construção da rede pluvial, foi rompido o manilhamento  que conduz o esgoto e o desviou para dentro do duto de água pluvial. O Saae já está trocando a rede que será substituída por uma tubulação PVC de 150 milímetros.

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