A Vigilância em Saúde interditou nesta sexta-feira (31) o Estádio Waldemar Teixeira de Faria, conhecido por Farião, em Divinópolis. Segundo a vigilância, campos de futebol e escolas próximas às áreas ribeirinhas, estão sendo fiscalizadas após a confirmação de quatro casos de febre maculosa no município.

Por meio de nota, a direção do Guarani-MG, dono do estádio, informou que o clube vai priorizar a preservação da integridade de todos que circulam na região. O clube está disputando o Campeonato Mineiro Sub-14 e tem uma partida contra o América de Teófilo Otoni agendada para este sábado (1º).

Em relação às outras atividades agendadas para o fim de semana, a diretoria ainda aguarda parecer sobre a realização delas.

Outro caso

Nessa quinta-feira (30), a Vigilância informou que foi pedida a suspensão das atividades no Clube de Treinamento do Flamengo, que fica no bairro Niterói, às margens do Rio Itapecerica. O presidente do clube disse que havia suspendido as atividades no campo, e nesta quinta-feira, o local passaria por uma nova dedetização.

Confirmação da doença

O quarto caso de febre maculosa em Divinópolis foi confirmado pela Prefeitura nessa quinta. A paciente é uma criança de 8 anos, aluna da Escola Municipal Professor Darcy Ribeiro, que estava internada no Hospital São João de Deus, e recebeu alta na tarde desta quinta-feira. Três pessoas morreram vítimas da doença no município.

Ministério Público

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) anunciou no fim da tarde dessa quinta a instauração de um procedimento para apurar as medidas que a Prefeitura de Divinópolis vem adotando no controle de carrapatos, transmissores da febre maculosa, e da população de capivaras, principal hospedeiro do aracnídeo.

A decisão foi tomada no mesmo dia em que a administração municipal confirmou o quarto caso da doença na cidade.

Segundo o MPMG, cabe ao município a adoção de medidas de prevenção e controle da doença, além de assistência aos pacientes. As secretarias municipais de Meio Ambiente e Saúde foram notificadas sobre a instauração do procedimento, conforme o órgão.

Em nota, as promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e da Saúde, que vão conduzir a fiscalização, comunicaram que as respostas dadas pelas secretarias municipais serão analisadas e, caso as medidas tomadas pelo Executivo não estejam de acordo com a legislação ambiental ou sanitária, providências serão adotadas pelos promotores responsáveis.

 

 

Fonte: G1||

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