Na manhã desse domingo (4), no Independência, o Cruzeiro fez questão de garantir que as lições na derrota na estreia da Libertadores foram bem absorvidas.

No primeiro clássico do ano, a Raposa voltou a regular defensivamente e arrancou grande vitória sobre o rival Atlético por 1 a 0, gol marcado pelo jovem atacante Raniel, a aposta de Mano para o lugar do lesionado Fred.

Foi um jogo de alta intensidade, com destaque para a atuação marcante da arbitragem com diversas paralisações e decisões que irritaram.

Com o resultado, o Cruzeiro ampliou a liderança no Mineiro, chegando agora aos 25 pontos, 13 a mais que o Galo, e assegurando a primeira posição na primeira fase com duas rodadas de antecedência. Além disso, a Raposa voltou a vencer o rival depois de quatro jogos, dando fim a uma sequência que começou justamente na primeira fase do Estadual do ano passado.

Que Atlético e Cruzeiro é um jogo de clima quente todos sabem. Ainda mais quando a arbitragem entra em cena a acirra os ânimos. Cleisson Veloso Pereira foi, de longe, o grande personagem do primeiro tempo do clássico. Para se ter ideia, oito faltas já haviam sido marcadas em 25 minutos de jogo. Com tantas paralisações, o que mais se viu no gramado do Independência foram gestos de irritação e impaciência.

E claro, as melhores jogadas da etapa inicial só poderiam sair na bola parada. Sempre um perigo neste fundamento, Otero testou Fábio aos 19 min com uma bomba pouco depois do meio de campo. O camisa 1 do Cruzeiro fez uma defesa com o pé. Aos 36 minutos, foi a vez do Cruzeiro responder na mesma moeda. Robinho acertou o travessão de Victor em bela batida. A bola bateu em cima da linha, mas não entrou.

Taticamente, a partida não fugiu à regra do que as equipes vêm se propondo. O Cruzeiro teve mais a posse de bola e finalizou sete vezes contra duas do Atlético nos 45 minutos iniciais. Os alvinegros mantinham-se atentos e prontos para dar o bote nos contra-ataques.

Veio então o segundo tempo. E o Galo nem teve tempo de respirar. Mano afirmara na sexta-feira que o clássico serviria para confirmar as ideias de jogo que a Raposa vinha apresentando desde o início do ano. Não havia motivo então para se desfazer de um esquema com a referência no ataque. O técnico confiou no garoto Raniel, que não decepcionou. Aos 2 minutos, o camisa 17 recebeu passe de Rafinha e não perdoou. Toque na saída de Victor e festa para os celestes.

Aí não teve jeito. O Atlético se viu impelido a ir para cima da Raposa. Em uma dessas, Eric quase fez, mas parou em Fábio, em outra grande defesa. A pressão se intensificou ainda mais após a expulsão do lateral-direito Edilson, que no primeiro tempo sofreu falta de Otero e foi amarelado de forma questionável.Com um a menos, Mano sacou então Raniel e recompôs a defesa com Romero. Larghi foi para cima com tudo, alçando ao time Tomás Andrade, Cazares e Luan. Leonardo Silva ainda mandou uma bola no travessão no finalzinho, mas não teve jeito. O dia era do Cruzeiro no Independência.

Raniel marcou o único gol do jogo, mas foi sacado por Mano após expulsão do Edilson (Foto: João Godinho)

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Fonte:

O Tempo Online