O governo federal atendeu ao pedido do Ministério da Educação (MEC) e adiou o início do horário de verão para 18 de novembro, uma semana após a realização da segunda prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O atraso em uma hora nos ponteiros do relógio estava programado para 4 de novembro, mesmo dia da primeira etapa de avaliações.

O término do horário de verão não foi alterado e permanece em 16 de fevereiro de 2019.

De acordo com o MEC, a troca nos relógios no dia do Enem poderia causar confusão aos estudantes que farão os testes, tendo em vista que apenas 11 dos 26 estados da federação adiantam os ponteiros.

“Candidatos terão mais tranquilidade para fazer as provas! Caso o horário de verão iniciasse no primeiro dia do Enem, como estava previsto, muito provavelmente acarretaria prejuízos aos participantes”, afirmou o ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, em postagem nas redes sociais.

Quem fará o exame aprovou o adiamento. É o caso de João Vitor Almeida Pinheiro, de 23 anos. “Se fosse junto, a alteração do horário e a prova, tenho certeza que dormiria tenso, acordaria preocupado com a hora. Além de ‘perder’ uma hora de sono”, comentou.

Para ele, a mudança do horário de verão é sempre incômoda e gera desconforto. “E a prova do Enem causa ansiedade e nervosismo, e ainda tem a preocupação com o trânsito”, completou.

De novo

É a segunda vez que a data de início do horário de verão passa por alterações neste ano. Anteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia solicitado ao Palácio do Planalto o adiantamento dos relógios para depois do segundo turno das eleições, marcado para 28 de outubro. Inicialmente, a mudança nos ponteiros estava marcada para 21 de outubro.

Em 4 de novembro serão aplicadas as questões de linguagem, ciências humanas, e a redação. Os estudantes terão prazo de 5h30 para fazer a prova. Já no dia 11, será a vez de ciências da natureza e matemática, com duração de 5h.

Os portões das instituições abrem às 12h e o fechamento será às 13h. A previsão é a de que 5,5 milhões de pessoas participem do exame.

 

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Hoje em Dia