Pesquisadores de instituições como a Unifesp, o Hospital Israelita Albert Einstein e o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, ouviram 3.848 voluntários com idades de 18 a 79 anos nos 27 estados brasileiros e descobriram que as mulheres têm o dobro de enxaqueca, enquanto os homens sofrem mais da chamada cefaleia do tipo tensional.
A prevalência média do tipo tensional (13%) foi considerada baixa. Ela foi maior em homens (15,4%) do que em mulheres (9,5%). A faixa etária em que ela aparece com mais frequência é dos 18 aos 29 anos. Já a enxaqueca foi muito mais prevalente em mulheres -20% delas contra 9,3% dos brasileiros sofrem com esse tipo de dor no país.
A maior incidência de enxaqueca nas mulheres era esperada, já que a dor é mais sensível a variações hormonais. Além disso, ela está ligada ao estresse e ao estilo de vida. Muitas mulheres enfrentam sobrecargas emocionais para conciliar filhos e trabalho. A enxaqueca e o tipo tensional são os mais comuns entre os tipos de dor de cabeça primários – aqueles que não são sintoma de nenhuma doença, como meningite ou tumores.
Os resultados revelaram também que 6,9% da população têm cefaleia crônica diária. Isso significa que essas pessoas sentem dor de cabeça durante mais de 15 dias por mês. A cefaleia crônica é uma complicação de qualquer tipo de dor de cabeça, frequentemente causada por mau uso de remédios.

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