Os Estados Unidos (EUA) inauguraram sua embaixada em Jerusalém hoje (14). A cerimônia teve a presença da filha de Donald Trump, Ivanka Trump, e uma mensagem de Trump, em vídeo, foi exibida aos cerca de 800 convidados. Enquanto a cerimônia acontecia, palestinos protestavam na Faixa de Gaza, na chamada Grande Marcha do Retorno, que reivindica a volta de palestinos a locais de onde foram retirados.  A autoridade palestina afirma que já são mais de 41 mortes e mais de 1.700 feridos nos conflitos desta segunda-feira. Um manifestante foi detido do lado de fora da embaixada, na área que já estava isolada pela segurança.

A cerimônia de abertura foi conduzida pelo embaixador americano em Israel, David Friedman, e teve a presença do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e do presidente do país, Nir Barkat. Além deles também participaram na delegação americana, Ivanka, e o esposo dela e assessor de Trump, Jared Kushner, bem como Steven Mnuchin, secretário de Tesouro dos EUA.

Na mensagem gravada no vídeo, Trump afirmou que era necessário “reconhecer o óbvio”, nas palavras dele “que a capital de Israel é Jerusalém”. Ele reiterou que os Estados Unidos estão comprometidos com a paz na região.

“Os Estados Unidos continuam totalmente comprometidos na tarefa de facilitar um acordo de paz duradouro. Sempre seremos um grande amigo de Israel e um parceiro na causa da liberdade e da paz”, afirmou no vídeo veiculado na abertura.

Pouco depois da solenidade, ele publicou no Twitter uma mensagem curta: “grande dia para Israel”.

O primeiro-ministro Netanyahu disse que estava “profundamente emocionado e profundamente grato” por participar deste dia “histórico e glorioso”.

Segundo o governo americano, na primeira etapa da mudança, a embaixada ficará dentro da seção de vistos do consulado-geral dos EUA em Jerusalém.  O prédio foi adaptado para receber o embaixador e sua equipe, mas terá a construção de um novo anexo para ampliar o funcionamento da embaixada.

A data da inauguração é a mesma em que se celebra os 70 anos de criação do Estado de Israel.

Além dos protestos na faixa de Gaza, na fronteira de Israel com a Cisjordânia, manifestantes palestinos também tentaram entrar em zonas que estavam isoladas pelas forças militares israelenses.

A Agência France Press noticiou que um manifestante foi detido do lado de fora da embaixada. Os palestinos protestam na fronteira desde o dia 30 de março.

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