O prefeito de Formiga, Eugênio Vilela, está junto da Associação Mineira de Municípios (AMM) e dos chefes dos Executivos na luta por uma solução para a crise econômica do Estado que há mais de um ano atinge as cidades mineiras.

Nesta segunda-feira (21), ele participou de uma assembleia geral em que os presentes decidiram sobre quatro propostas que seriam levadas ainda hoje à Cidade Administrativa e apresentadas ao atual Governo de Minas.

         Na reunião, Eugênio chegou a conceder entrevista à “TV Globo”, rádio “Itatiaia” e jornal “Estado de Minas” para explicar a situação da crise econômica que atingiu Formiga.

         Sobre as propostas, o prefeito disse que a primeira exigência dos prefeitos e da AMM seria em relação à revogação de um decreto que o ex-governador Fernando Pimentel assinou em 2017 determinando que o Banco do Brasil recolhesse todos os recursos do IPVA para o caixa do Estado para só depois repassar às Prefeituras. “Nós queremos que o atual governo siga o que está na Constituição, que os repasses do IPVA sejam feitos aos municípios em até 48 horas após o pagamento pelo cidadão”.

          A segunda proposta trata do calendário escolar. Eugênio contou que ficou deliberado que as aulas serão iniciadas somente após o Carnaval, nos dias 7 ou 11 de março. “Isso condicionado ao pagamento do transporte escolar, porque não dá para começarmos o ano letivo sem a garantia de termos o valor destinado ao transporte escolar”.

         A terceira proposta, conforme informou o prefeito, é com relação aos pagamentos atrasados. “Os R$21 milhões que Formiga tem em aberto até dezembro do ano passado com o Governo do Estado deverão ser pagos a partir de janeiro de 2020 em 36 parcelas. A equipe econômica do Estado fez essa proposta aos municípios e nós só iremos aceitá-la se os repasses deste mês forem regularizados e se os próximos em relação ao IPVA e ICMS cheguem em dia”.

         Por fim, a quarta proposta é fazer um grande movimento no dia 1o de fevereiro, na posse dos deputados estaduais na Assembleia Legislativa, caso essas medidas exigidas pelos prefeitos e AMM não surjam efeito. “Se nada disso for resolvido, convocaremos servidores municipais e vereadores para a manifestação na Assembleia Legislativa”, explicou Eugênio.

 

Foto: divulgação Decom

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Fonte:

Decom/Formiga