Desde que surgiu o assunto sobre a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI da Saúde), foi alegado que um dos objetos de investigação seria o convênio entre a Secretaria de Saúde e a Santa Casa de Caridade de Formiga. O motivo seria o não pagamento por serviços prestados pelo hospital.
A gestora financeira da Santa Casa, Eliane Nunes, disse em entrevista ao jornal Nova Imprensa e portal Últimas Notícias, na tarde de terça-feira (6), que a Secretaria de Saúde repassou para a entidade R$ 8 mil na segunda-feira (5). O valor da dívida referente ao mês de julho era de R$ 144 mil, assim, o restante do débito é de R$ 136 mil. O pagamento é referente aos serviços prestados como fisioterapia e atendimentos diversos. A prestação de contas já está aprovada, ressaltou a gestora.
Segundo a assessora contábil Vitória Márcia Garcia, a prestação de contas de fato já foi realizada e há um repasse para ser feito à Santa Casa no valor de R$ 171.779,40 do Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais (Pro-Hosp), além de outro repasse no valor de R$ 20 mil. A previsão é de que, no máximo até a próxima terça-feira (13), os pagamentos sejam efetuados.
O presidente da Câmara,Reginaldo Henrique dos Santos/ PCdoB (Dr. Reginaldo), disse que os R$171 mil do Pro-Hosp estariam depositados na conta da Prefeitura para serem repassados à Santa Casa desde o dia 17 de setembro. Ao ser questionada pela redação, a assessora contábil Vitória Garcia disse que estavam aguardando a resolução para o repasse e não sabe explicar por que o governo estadual atrasou no envio da resolução. Segundo ela, a secretária de Saúde, Luiza Flora, teve que ir atrás do governo estadual para receber o documento.
A questão do atraso de pagamentos à Santa Casa já gerou muita polêmica, inclusiva, no final do mês de julho, o presidente da Câmara, então diretor clínico da Santa Casa, declarou ser falso um relatório de pagamentos feitos à Santa Casa, publicado no site da Prefeitura e acusou o Executivo de fabricar papel. Na época, a assessoria contábil da Secretaria de Saúde afirmou que a Prefeitura estaria em dia referente aos pagamentos à Santa Casa. O embate é o seguinte: a administração da Santa Casa alega que precisa receber para prestar contas e na Secretaria de Saúde as informações são que só pode ser efetuado o pagamento mediante prestação de contas.

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