Mineiro é cauteloso com dinheiro. Recebe, guarda, gasta parcimoniosamente, mas sofre com as irresponsabilidades do poder público.

Em 2018 o desconhecido Romeu Zema, foi eleito governador de Minas Gerais. A expectativa sobre o seu governo era grande. Era preciso nova forma de administrar o poder público para tirá-lo das dificuldades financeiras, sem aumentar impostos e, tendo como única saída, a receita indigesta de diminuição de despesas, aumento de receitas, venda de ativos.

Zema é um empresário de sucesso e sua família é proprietária do Grupo Zema (postos de combustíveis, lojas de varejo e financeira). Antes da posse, em outubro de 2018, o Grupo alienou a rede de combustíveis para a empresa francesa, Total, alegando estar se capitalizando para investir no varejo, ou seria para aproveitar as novas oportunidades de compra de ativos, como os da Cemig, etc?

Seu primeiro ano foi caracterizado por atritos com o Legislativo na tramitação dos projetos de lei, como adesão ao Regime de Recuperação Fiscal, antecipação de recebíveis do nióbio. Ao invés de se debruçar com o Legislativo para analisar os projetos de lei, usou da pressão pública e das redes sociais, e, dessa forma, o Legislativo se ressentiu de ser pressionado para aprovar, de qualquer forma, os projetos de lei.

Esperava-se um governo com menos custos para funcionar eficazmente, mas, passado um ano, o Estado não saiu de sua posição de insolvência, não conseguiu aumentar a receita, não mostra um futuro promissor para o seu povo, insiste em vender as estatais, mesmo com a não concordância da população.

O funcionalismo ainda não recebe os seus salários em dia e o governo tenta antecipar as arrecadações dos royalties do Nióbio, para poder pagar os salários e o 13º salário. Alega que a solução definitiva passa pelo Regime de Recuperação Fiscal.

Pelo menos, em fevereiro de 2019 o Governo Zema voltou a fazer os repasses constitucionais aos municípios da parcela de arrecadação de impostos estaduais e, as parcelas retidas, foram negociadas para pagamento em 33 parcelas a partir de janeiro de 2020.

Zema, defende a venda de todas as estatais, entre elas a lucrativa Cemig, sob a alegação dela ter fluxo de caixa insuficiente para bancar investimentos necessários para garantir energia para o funcionamento dos negócios.

Está sem resposta quais seriam as razões de ter sido exonerado, no dia 31 de outubro, a pedido da Cemig, o diretor responsável pelo cálculo das pensões na Forluz (fundo de pensão dos seus funcionários) e, em seu lugar, ter sido nomeado nome da confiança da Cemig. Estariam os pensionistas sendo lesados, em prol da Cemig ou para facilitar a sua venda?

O mineiro está pessimista com o governo, não entende como o Estado arrecada tanto e declara, há anos, não ter condições de arcar com os seus compromissos básicos, enquanto o cidadão comum peleja o dia inteiro, tem pequena renda e o Estado sempre lhe taxa.

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