O diretor técnico de projetos da empresa Trieste Tecnologia em Fragmentação e Trading Ltda, de Santo Antônio do Monte, Jorge Itabajara Moraes, esteve na Câmara Municipal, na segunda-feira (18), para explicar sobre o projeto 101/2013, que tramita na Casa desde 9 de setembro deste ano e que autoriza a doação de 15ha (150.000m2) de terreno para a instalação da fábrica e dos paióis de acondicionamento dos artefatos por ela produzidos.
Estiveram ainda no plenário da Câmara, acompanhando o palestrante, os empresários da Trieste Tecnologia, Jorge Filho Lacerda e Martin Maveric, além do major Araken e do major Jair. A área em questão se localiza na Fazenda da Prefeitura e divisa com a área hoje utilizada pela Feama, na Fazenda Vista Alegre.
Segundo o projeto, as perdas das benfeitorias construídas na área, se darão quando: não forem iniciadas as obras de implantação no prazo de 6 meses; for dada ao imóvel destinação diferente da prevista na Lei; quando for extinta, a qualquer tempo, a empresa ou ainda deixe a indústria de cumprir as exigências da legislação municipal; caso o imóvel permaneça ocioso, por um prazo de um ano ou se área superior a 40% da área doada, permanecer ociosa.
A empresa foi instalada em São Antônio do Monte em 2009. Durante a reunião do Legislativo, Jorge Moraes falou sobre o trabalho da Trieste Tecnologia e informou os motivos da solicitação de se instalarem em Formiga: ?Tomamos conhecimento que Formiga dispunha de uma Lei de incentivo à instalação de empresas no município e me convidaram para gerenciar o projeto, como a Lei determina, com o material que aqui será produzido, caso tenhamos a autorização?.
A função da empresa é produzir artifício pirotécnico e prestação de serviços na fragmentação de rochas e importação e exportação de produtos químicos e fogos de artifício. ?Fiscalizei durante cinco anos as fábricas de Santo Antônio do Monte. Atualmente, a empresa que está instalada naquela cidade, conta com dez funcionários. O faturamento mensal é de R$100 mil. Caso a empresa seja instalada em Formiga, isso vai nos proporcionar ao longo de 24 meses, a geração direta de 60 empregos?, explicou.
Ainda de acordo com o diretor técnico de projetos, está previsto no orçamento da empresa, um investimento de R$265 mil para a instalação da mesma no município, no terreno ora pleiteado: ?A construção da empresa contará com mão de obra e material do comércio de Formiga. Vamos produzir três produtos. Explico que eles não são considerados explosivos, nem pela classificação do Exército, nem pela ONU?.
Após responder questionamentos dos vereadores, a maioria deles demonstrando preocupação sobre se o produto final a ser posto nos paióis, era ou não explosivo (perigoso) e em razão do pequeno número de empregos projetados se comparado a área solicitada, os mesmos sugeriram que sendo um assunto polêmico, que a população seja ouvida por meio de audiência pública, para que então a Câmara Municipal autorize ou não a doação ou cessão do terreno para esta finalidade.
Jorge Moraes explicou que os mercados em São Paulo e Rio podem absorver toda a produção da empresa. Ele espera que com a mudança para Formiga, praticamente possa quadruplicar seu faturamento (e produção) o que, em última análise resultará em impostos que por aqui serão recolhidos. Fez ainda menção ao número de empregos a serem criados e os salários a serem pagos que, na escala inferior da grade de funcionários, tem como piso o equivalente a dois mínimos.

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