Um número se tornou alarmante para os homens brasileiros: a cada 38 minutos, um deles morre em decorrência do câncer de próstata, segundo os dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

A atenção aumenta por causa do recente problema de próstata do presidente da República, Michel Temer, e do início do mês de novembro, marcado pela campanha de prevenção do mais grave problema que atinge o público masculino no país.

De acordo com o médico urologista Alfredo Canalini, secretário geral da SBU, dois a cada dez homens descobrem o tumor em estágio avançado, diminuindo em mais de 70% a eficácia dos tratamentos. “Ainda no início, a taxa de cura com apenas a cirurgia de retirada do câncer passa dos 90%”, afirma.

E, se até alguns anos atrás o preconceito contra o exame de toque retal – utilizado para o diagnóstico – era um dos maiores obstáculos, hoje a posição foi ocupada pela falta de acesso a uma infraestrutura de saúde adequada.

“Atualmente, temos homens de todas as idades com consciência da gravidade da doença e que querem se prevenir, mas a falta de equipamentos, de profissionais e de exames no país compromete essa ação”, esclarece o rádio-oncologista da Radiocare Leonardo Pimentel.

Quem endossa o argumento é o urologista Canalini. “Não se trata somente de o homem acima dos 50 anos querer fazer o exame, mas proporcionar a ele o acesso para tal”, salienta.

Prevenção

Homens que têm histórico familiar de câncer de próstata, afrodescendentes e aqueles que têm obesidade devem fazer o exame de prevenção antes dos 50 anos, pois eles fazem parte do chamado grupo de risco, explica Canalini. “No entanto, o alerta sempre vai servir para todos nós, independentemente da situação”, afirma.

Idosos

 O câncer de próstata é considerado um tumor da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).


Taxa de mortalidade pode alcançar 25%

O diagnóstico em estágios avançados do câncer de próstata faz com que a taxa de mortalidade chegue a 25% dos pacientes. O alerta é feito pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos. A grande maioria, porém, pode crescer de forma tão lenta, que leva em torno de 15 anos para atingir 1 cm³ – e, por isso, não chegam a dar sinais durante a vida.

Em setembro, o Inca lançou uma cartilha que trata de aspectos gerais do câncer de próstata e aborda possibilidades e limites para a detecção precoce, fatores que podem aumentar o risco da doença, além de sinais e sintomas do tumor.

 

Fonte: O Tempo ||

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