Faltam 15 dias para novo reajuste na conta de luz

O consumidor residencial sentirá um aumento de 47,87% na conta. O jeito é colocar o pé no freio e economizar onde der.

O consumidor residencial sentirá um aumento de 47,87% na conta. O jeito é colocar o pé no freio e economizar onde der.

A conta de luz dos clientes da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) deverá subir, em média, 9,73% no próximo dia 8 de abril, quando será realizado o reajuste anual da companhia.
Somado aos demais aumentos na tarifa da estatal efetuados neste ano, o impacto médio será de 65,72% na comparação com dezembro de 2014.
Como reflexo, o consumidor residencial sentirá um aumento de 47,87% na conta, o cliente de média tensão (padarias e comércio de maior porte) arcará com alta de 65,80%, e as indústrias, de 87,69%. O jeito é colocar o pé no freio e economizar onde der.
Este será o terceiro aumento do ano e o único previsto na agenda do setor. Os demais foram aplicados de forma extraordinária, para cobrir rombos no caixa das distribuidoras provocados pela seca, que elevou o custo da eletricidade. Com os reservatórios baixos, foi preciso acionar usinas térmicas, que têm custo de geração maior.
No dia 2 de março, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a Revisão Tarifária Extraordinária (RTE), que elevou em 28,8% a tarifa média da Cemig. Para os consumidores residenciais, o aumento foi de 21,4% e para os clientes industriais, de 48,8%. Na mesma data, a Aneel autorizou alta de 83% no custo da bandeira tarifária vermelha, que saltou de R$ 3 para R$ 5,50 a cada 100 quilowatts-hora (Kwh) consumidos.
De acordo com o proprietário da TR Soluções, Paulo Steele, somente as bandeiras tarifárias terão impacto de 13,74 pontos percentuais (p.p.) na tarifa residencial, de 18,89 p.p. na tarifa de média tensão e de 24,95 p.p. na tarifa industrial.
Conforme o diretor do Instituto de Desenvolvimento do Setor Energético (Ilumina), Roberto D?araújo, o impacto para as indústrias é mais intenso devido à maior participação da energia propriamente dita na tarifa deste grupo.
Como a energia de Itaipu registrou aumento de 46% em dólar, no confronto com 2014, e cerca de 20% da energia utilizada pela Cemig é de lá, o reflexo é imediato.
Indústria e comércio refazem planilhas
Os setores industrial e comercial ficaram assustados com a projeção do aumento acumulado da tarifa de energia para 2015, no confronto com o ano passado. Se a estimativa for confirmada, a indústria mineira atravessará um momento ainda mais nebuloso.
As demissões, que já começaram, devem se acelerar. ?Esperávamos algo em torno de 60% para a indústria. Se chegar a 80%, as empresas não terão para onde correr?, afirma o presidente do Conselho de Política Econômica e Industrial da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Lincoln Fernandes.
Entre as empresas com atuação no Estado, são classificadas como de alta tensão as siderúrgicas, mineradoras, indústrias de alumínio, silício metálico e celulose. Algumas delas, segundo Fernandes, possuem geração própria e terão impacto menor. ?Mas a maioria não tem escapatória. A participação do custo da energia nessas empresas é muito alta. No caso das eletrointensivas, é de 60%?, afirma.
As empresas de média tensão, como padarias e comércio de maior porte, também estão preocupadas. O proprietário da padaria Vianney, Pedro Moraes, afirma que vai manter os 160 funcionários. No entanto, o repasse da alta para os produtos será inevitável. Ele estima pelo menos 15% de aumento no preço dos produtos. Na Vianney, 35% do custo é decorrente da energia.

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Sobre o autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Faltam 15 dias para novo reajuste na conta de luz

O consumidor residencial sentirá um aumento de 47,87% na conta. O jeito é colocar o pé no freio e economizar onde der.

O consumidor residencial sentirá um aumento de 47,87% na conta. O jeito é colocar o pé no freio e economizar onde der.

 

A conta de luz dos clientes da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) deverá subir, em média, 9,73% no próximo dia 8 de abril, quando será realizado o reajuste anual da companhia.

Somado aos demais aumentos na tarifa da estatal efetuados neste ano, o impacto médio será de 65,72% na comparação com dezembro de 2014.

Como reflexo, o consumidor residencial sentirá um aumento de 47,87% na conta, o cliente de média tensão (padarias e comércio de maior porte) arcará com alta de 65,80%, e as indústrias, de 87,69%. O jeito é colocar o pé no freio e economizar onde der.

Este será o terceiro aumento do ano e o único previsto na agenda do setor. Os demais foram aplicados de forma extraordinária, para cobrir rombos no caixa das distribuidoras provocados pela seca, que elevou o custo da eletricidade. Com os reservatórios baixos, foi preciso acionar usinas térmicas, que têm custo de geração maior.

No dia 2 de março, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a Revisão Tarifária Extraordinária (RTE), que elevou em 28,8% a tarifa média da Cemig. Para os consumidores residenciais, o aumento foi de 21,4% e para os clientes industriais, de 48,8%. Na mesma data, a Aneel autorizou alta de 83% no custo da bandeira tarifária vermelha, que saltou de R$ 3 para R$ 5,50 a cada 100 quilowatts-hora (Kwh) consumidos.

De acordo com o proprietário da TR Soluções, Paulo Steele, somente as bandeiras tarifárias terão impacto de 13,74 pontos percentuais (p.p.) na tarifa residencial, de 18,89 p.p. na tarifa de média tensão e de 24,95 p.p. na tarifa industrial.

Conforme o diretor do Instituto de Desenvolvimento do Setor Energético (Ilumina), Roberto D’araújo, o impacto para as indústrias é mais intenso devido à maior participação da energia propriamente dita na tarifa deste grupo.

Como a energia de Itaipu registrou aumento de 46% em dólar, no confronto com 2014, e cerca de 20% da energia utilizada pela Cemig é de lá, o reflexo é imediato.

 

Indústria e comércio refazem planilhas

Os setores industrial e comercial ficaram assustados com a projeção do aumento acumulado da tarifa de energia para 2015, no confronto com o ano passado. Se a estimativa for confirmada, a indústria mineira atravessará um momento ainda mais nebuloso.

As demissões, que já começaram, devem se acelerar. “Esperávamos algo em torno de 60% para a indústria. Se chegar a 80%, as empresas não terão para onde correr”, afirma o presidente do Conselho de Política Econômica e Industrial da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Lincoln Fernandes.

Entre as empresas com atuação no Estado, são classificadas como de alta tensão as siderúrgicas, mineradoras, indústrias de alumínio, silício metálico e celulose. Algumas delas, segundo Fernandes, possuem geração própria e terão impacto menor. “Mas a maioria não tem escapatória. A participação do custo da energia nessas empresas é muito alta. No caso das eletrointensivas, é de 60%”, afirma.

As empresas de média tensão, como padarias e comércio de maior porte, também estão preocupadas. O proprietário da padaria Vianney, Pedro Moraes, afirma que vai manter os 160 funcionários. No entanto, o repasse da alta para os produtos será inevitável. Ele estima pelo menos 15% de aumento no preço dos produtos. Na Vianney, 35% do custo é decorrente da energia.

Redação do Jornal Nova Imprensa Hoje em Dia

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Sobre o autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

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