Dois fatos marcaram essa semana. No primeiro, o deputado Paulinho da Força, em discurso num evento sindical em São Paulo, assumiu publicamente que a reforma da previdência, como está, seria tão boa que tornaria o Presidente Bolsonaro imbatível nas próximas eleições. Segundo ele, é preciso desidratar o projeto para diminuir o cacife político que ele vai gerar.

No segundo, o STF contrata por 480 mil reais, empresa de eventos para suprir a Corte Alta da nossa justiça, de alimentos essenciais, como vinhos importados premiados e lagostas, dente outros alimentos de primeiríssima linha.

Em ambos, o escárnio, a afronta com a população que sustenta a ambos os poderes, cuja função única é representar a população nas mais diversas pendências. Como é possível que a gente aceite candidamente esses absurdos? Como pode, um deputado eleito pelo povo ter o displante de dizer a besteira que esse imbecil disse? E, pior, ele só externou um sentimento que é, com certeza, comum entre seus pares.

Como é também possível que os senhores ministros do STF tenham a desavergonhada e insensata cara de pau de gastar tanto dinheiro público, como se deles fossem, em algo tão desnecessário e fora da realidade de um Brasil alquebrado por governos seguidos, que sugaram os recursos do povo?

Há que mudar muita coisa. O povo não pode suportar tanta merda vinda de quem é pago pra defender seus interesses.

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