A Federação do Comércio (Fecomércio) alerta as micro e pequenas empresas sobre o pagamento de taxas indevidas em todo o país. No início do ano é maior a incidência de golpes por meio de boletos bancários que são aplicados por instituições fantasmas.
O empresário do ramo de comunicação, Daniel Honorato, quase caiu no golpe que está se tornando cada vez mais frequente em micro e pequenas empresas da região. Segundo o presidente Associação Comercial de Araxá, Márcio Farid, as reclamações vem crescendo. ?Esta é uma prática antiga e ainda traz prejuízo para muita gente, em especial os novos empresários?, explica.
O golpe é mais comum agora no início de ano, época em que os pagamentos se acumulam. A cobrança vem geralmente por boleto bancário e com prazo de vencimento muito curto, justamente para que o empresário pague, mesmo sem saber do que se trata.
As principais queixas surgem logo após o pagamento da taxa, que chega a quase R$300. Ainda não existem números oficiais de quantos empresários já foram lesados no estado. E quem teve prejuízo nem sempre denuncia ou aceita falar sobre o assunto. A maioria não consegue reaver o dinheiro. ?A maioria fica no prejuízo, por isso nossa orientação é para que o empresário não pague e procure um contador ou mesmo o Procon para se informar?, destaca a supervisora do Procon, Neida Reis.
O que já era comum numa empresa em Araxá virou um hábito. Nos últimos três meses foram mais de quatro tentativas de golpes semelhantes.
A Polícia Militar de Araxá também alerta para um novo tipo de golpe na cidade. Por telefone pessoas que se identificam como advogados oferecem serviços de consultoria para resgatar dinheiro retido em FGTS e planos econômicos. Em troca os golpistas exigem que sejam depositados 10% do valor retido na conta da vítima para dar entrada no processo.

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