Um incêndio atingiu o teatro Cultura Artística, no centro de São Paulo, na madrugada de ontem. Segundo bombeiros, o incêndio começou por volta de 5h no auditório do terceiro andar, onde funcionava a maior sala de apresentações, a Esther Mesquita, com 1.156 lugares. O local foi destruído e o teto desabou.
A fachada, que tem um mosaico de Di Cavalcanti, de 48 m de largura por 8 m de altura, foi isolada para que as chamas não atingissem a obra. Mesmo tendo sido preservado, o mosaico apresentou diversas rachaduras, por causa do calor, e terá que ser restaurado.
O incêndio foi considerado de grandes proporções. Segundo bombeiros, todos os equipamentos de iluminação, ar-condicionado e som foram destruídos.
Embora não tenha sido atingida pelo fogo, a sala menor do teatro, a Rubens Sverner, a ?Culturinha?, foi inundada pela água utilizada para apagar as chamas. No local, estava em cartaz a peça Toc-Toc, do diretor Alexandre Reinecke. Na sala maior, o ator Marco Nanini estava em cartaz com a peça O Bem Amado.
O fogo não atingiu os prédios vizinhos, que chegaram a ser interditados pelos bombeiros por causa da fumaça. O coronel João Santos de Souza, do Corpo de Bombeiros, disse que o fogo se alastrou rapidamente por causa do tipo de material que havia no teatro.
Havia muita madeira e plástico no interior do prédio, além das espumas das cadeiras, o que facilitou a propagação das chamas, disse o militar. O trabalho dos bombeiros foi dificultado porque o hidrante que fica ao lado do prédio teve uma peça roubada.
A polícia vai investigar as causas do incêndio e trabalha com a hipótese de curto-circuito, queda de balão e até ação criminosa. O administrador do teatro, Paulo Calux, disse que o teatro estava em dia com toda a documentação relativa à segurança.
A diretora do Cultura Artística, Gioconda Bordon, diz que teatro foi periciado há 15 dias e afirma ainda ser muito cedo para falar qualquer coisa a respeito de prejuízos.

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