Entidades de classe e sindicatos que representam as diversas categorias que integram a força de segurança pública de Minas Gerais ameaçam fazer uma paralisação geral no Estado. A principal reivindicação deles é que o governo Zema conceda a recomposição salarial de 24% que acordou com a categoria. A decisão de pressionar de forma mais firme o governo foi tomada após uma reunião realizada na tarde de sexta-feira (26).

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou no início de 2020 o projeto enviado pelo governador concedendo recomposição para a categoria de 13% em 2020, 12% em 2021 e 12% em 2022. Zema, no entanto, voltou atrás e vetou os reajustes previstos em 2021 e 2022. 

Antes de 2020, a última correção dos salários pela inflação dos servidores da segurança pública foi em 2015, mesmo ano do restante do funcionalismo, com exceção dos professores, que tiveram o salário reajustado em 2016. Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, assim como do Ministério Público de Minas Gerais e da Defensoria Pública também tiveram os salários corrigidos em 2020.

“A categoria não aguenta mais o descaso do governador Romeu Zema com a Segurança Pública. Precisamos de medidas mais enérgicas contra o Governo do Estado, que além de não cumprir com o acordo feito com a Segurança Pública ainda está tentando retirar todos os direitos conquistados ao longo dos anos pela categoria. Por isso, pedimos aos Policiais Civis que mantenham-se mobilizados e atentos, pois divulgaremos na próxima semana as ações e data da paralisação”, diz uma nota divulgada pelo Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol-MG), que foi reproduzida por outras entidades, como o Sindicato da Polícia Penal de Minas Gerais (Sindppen-MG) e a Central Única dos Militares Estaduais de Minas Gerais (Cume-MG).

Em aplicativos de mensagem, sindicalistas estão divulgando imagens com o lema: “Apagão da Segurança Pública terá meu apoio”. “A participação de todos é de suma importância para que o movimento dê certo e para mostrarmos ao governador a força dos policiais mineiros”, disse o presidente do Sindpol-MG, José Maria de Paula “Cachimbinho”.

O presidente do Sindppen-MG, Jean Otoni, pediu aos integrantes da categoria que se mantenham em estado de alerta máximo.

Outra reivindicação das entidades é que os deputados estaduais rejeitem a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal proposto pelo governo Zema. “[É] nefasto aos servidores públicos, pois congelará os seus direitos por nove anos, sendo suas perdas muito superiores até mesmo à recomposição inflacionária, pelas quais estamos lutando”, diz a nota.

O governo de Minas Gerais foi procurado, mas ainda não se posicionou.

Fonte: O Tempo

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