Mesmo sendo historicamente um mês de aquecimento no comércio e de novas contratações devido às festas do fim de ano, pelo segundo ano consecutivo, o mês de dezembro fechou com saldo negativo na geração de empregos em Formiga.
De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o saldo foi de – 297 vagas, com 510 contratações e 807 desligamentos. Em 2013, o saldo foi de – 215 vagas.
Os números se repetiram nos relatórios do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Estado de Minas e do Brasil, onde foram constatados déficits na geração de emprego em dezembro com variações de -1,52% e -1,34% respectivamente.
O resultado do último mês de 2014 em Formiga foi puxado, principalmente, pela área de construção civil, que apresentou um saldo negativo de 135 postos de trabalho e uma variação de -5,92% no período.
Apesar desses resultados, o saldo de 2014 fechou positivo em Formiga, com 9.054 contratações formais e 8.491 demissões.
Mesmo com a queda no mês de dezembro, devido à paralisação dos serviços, o setor que apresentou melhor resultado em 2014 também foi a construção civil, com saldo positivo de 328 vagas de trabalho.
Os números se repetiram nos relatórios do Caged do Estado e do Brasil, onde foram constatados déficits na geração de emprego com variações de -1,52% e -1,34% respectivamente.
Com a instabilidade econômica e política do país, a desaceleração do crescimento, os altos impostos, altos custos de produção e mais uma série de fatores, a expectativa para a geração de empregos é baixa para o ano de 2015. Os primeiros dados do ano do Caged deverão ser divulgados no fim do mês, mas as estimativas divulgadas pela Fundação Getúlio Vargas por meio do Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), ainda no ano passado, não são animadoras. O mesmo ocorre com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo relatório da organização, ?as taxas de desemprego previstas em relação ao Brasil em 2015 e nos dois próximos anos se situam acima da média mundial e também dos índices médios na América Latina e Caribe e dos países do G20, grupo que reúne as principais economias do planeta, entre elas o Brasil?.
Ainda segundo o relatório da OIT, divulgado no fim do mês de janeiro, ?a taxa de desemprego no Brasil deve continuar crescendo nos próximos dois anos e atingir 7,1% em 2015 e 7,3% em 2016?.

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