Funcionários e ex-funcionários do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) prometem questionar a legalidade da nomeação do deputado Valdir Colatto (MDB-SC) para o cargo de diretor-presidente do órgão.

Colatto foi indicado pela ministra Tereza Cristina (Agricultura) para o posto, mas disse que foi pego de surpresa e que ainda avalia se aceitará o convite.

Para servidores do órgão, Collato não cumpre exigência para o cargo prevista na Lei de Gestão de Florestas Públicas, que instituiu o Serviço Florestal Brasileiro, em 2006.

A lei, no seu artigo 58, afirma que o cargo de diretor-geral do SFB precisa de experiência comprovada e elevado conceito no campo de especialidade do cargo.

Colatto já afirmou que, mesmo que ainda esteja avaliando a indicação para diretor-presidente do SFB, se sente um especialista na área por ter formação como engenheiro agrônomo.

Internamente no órgão, a especialidade exigida pela lei é entendida como a de engenharia florestal ou, ao menos, de histórico de trabalho na área. Um dos expoentes da bancada ruralista do Congresso Nacional, o parlamentar catarinense é visto como alguém que trabalha “contra as florestas”.

Colatto fez um discurso, em fevereiro do ano passado, no qual criticou o percentual de preservação de terra nas fazendas.

Além de questionar a legalidade de uma eventual nomeação, os servidores prometem cobrar Tereza Cristina, que deu declarações públicas de que iria compor um ministério técnico. Colatto promete dar a resposta para o convite para chefiar o Serviço Florestal Brasileiro ao fim do seu mandato parlamentar, no dia 31 de janeiro.

 

 

Fonte: G1||

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