Nesta quarta-feira (21), cerca de 80 funcionários do Tribunal de Justiça, que prestam serviços no Fórum Magalhães Pinto, comarca de Formiga, realizaram uma manifestação no local.
O delegado do Sindicato dos Servidores da Justiça de Minas Gerais (Simjusmig), Rogério Alves de Oliveira, explicou que dentre os vários motivos está a carga horária determinada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para que os oficiais de Justiça e oficiais de apoio (antigos escreventes), passem a trabalhar 8 horas por dia, já que a carga horária atual é de 6 horas.
Outros motivos para a manifestação foram o reajuste salarial de 7,5%, que o governador estadual Aécio Neves/PSDB concedeu em dezembro do ano passado e que, desde junho, ainda não foi pago; a reposição de perda salarial de 26% acumulado, isso em nível de Brasil; e outro item foi a regularização de chefia de escrivães e contadores, comenta o representante do sindicato.
Rogério Alves disse ainda que o Sindicato dos Servidores de Justiça de Formiga resolveu também fazer duas reivindicações tributárias. Uma seria a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas, previsto na Constituição, ou seja, o pagamento de 1% ao ano para aqueles que têm renda ou patrimônios acima de R$ 1 milhão?.
O segundo item seria a criação de uma alíquota de 35% do Imposto de Renda para todos aqueles que ganham mais de R$ 50 mil ao mês. Com isso, poderia solucionar a falta de recursos no país, fazendo com que a classe alta começasse também a pagar impostos.
Segundo Rogério Alves, a manifestação foi interna e o atendimento ao público não ficou prejudicado, priorizando assuntos mais urgentes como pensão alimentícia e habeas corpus. A ideia é buscar nossos direitos, fazendo também que o governo tenha uma contrapartida. É importante que funcionários do Poder Judiciário tragam reivindicações salariais e funcionais que irão sobrecarregar a folha de pagamento e o Erário (Tesouro) Governamental, concluiu.
Mais greves
Delegados e agentes da Polícia Civil de Minas fizeram uma greve branca na semana passada para cobrar reajuste de salário e melhores condições de trabalho. Segundo o Sindicato dos Servidores da Polícia de Minas (Sindpol), todos estariam nas delegacias na última sexta-feira (16), mas só iriam atender as ocorrências de prisão em flagrante. Todos os outros atendimentos feitos à população estariam suspensos por 24h.
Conforme matéria veiculada no portal Uai, sindicalistas fizeram uma manifestação com carro de som na Academia de Polícia Civil (Acadepol). Pelas informações divulgadas no referido portal, só não houve adesão à paralisação na cidade de Governador Valadares. Em outras cidades como Formiga, Ipatinga, Curvelo, Manhuaçú, Guanhães, São Lourenço, Três Marias, Pará de Minas, Uberlândia, Uberaba, Varginha e Pouso Alegre a adesão teria sido total.
Eles reivindicam reajuste salarial, a implantação da exigência do nível superior para os cargos de agente e escrivão; implantação da carreira jurídica; readequação do salário dos servidores do setor administrativo e regulamentação das 40 horas semanais para todos os servidores.
Os agentes penitenciários de Minas Gerais também entraram em greve no último sábado (17). Segundo o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária de Minas Gerais (Sindasp-MG), cerca de 7 mil dos 16 mil funcionários do Estado aderiram a paralisação. As reivindicações também são pela elevação salarial e cumprimento de uma carga horária de 40 horas semanais.
Em nota, o governo de Minas informou que está aberto ao diálogo e reiterou que os trabalhadores das forças de segurança (policiais militares, civis, bombeiros e agentes penitenciários) tiveram entre julho de 2004 e setembro de 2009 reajuste acumulado de 77,54% em sua remuneração básica. Acordo pactuado com a categoria estabeleceu que, nos meses de setembro de 2007, 2008 e 2009, os trabalhadores das forças de segurança teriam reajustes 10% a cada ano, o que foi cumprido integralmente pelo governo do Estado. Junto com o prêmio de produtividade, no último dia 7 de outubro, as forças de segurança receberam em setembro de 2009 a última parcela do reajuste de 30% concedido pelo Governo em 2007.

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