Com a chegada do período das secas, a região central do Brasil fica mais vulnerável aos focos de incêndio. Só em junho deste ano, mais de 75 mil queimadas foram registradas em todo o país.

Espinha dorsal do sistema elétrico brasileiro, Furnas alerta para as consequências do impacto do fogo nas linhas e torres de transmissão, o que pode comprometer o abastecimento de energia de cidades e regiões.

“Incêndios são uma das maiores causas de interrupções não programadas no fornecimento de energia. A poeira e a fuligem geradas podem causar um curto-circuito nas linhas, o calor pode danificar as estruturas, os cabos e outros componentes. O problema é especialmente sensível pois pode prejudicar milhares de pessoas, deixando casas, hospitais, escolas, comércios e diversos outros estabelecimentos sem energia”, explicou o gerente de linhas de transmissão de Furnas, Ricardo Fraga Abdo,

É importante reforçar que provocar fogo próximo às linhas de transmissão é crime federal, de acordo com o Decreto 2.661, de 08/08/1988.
Somente em junho, Mato Grosso foi o estado com maior incidência de queimadas, com quase 30 mil focos de incêndio, segundo monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Tocantins vem logo em seguida, com 13 mil incêndios. Já Minas Gerais e Goiás têm cerca de 3 mil registros cada um. O sistema de transmissão de Furnas passa por esses estados, onde também estão localizadas usinas e subestações.

Uma parte dos incêndios próximos às linhas e torres de transmissão tem origem em queimadas provocadas por agricultores. Cigarros jogados na mata e queda de balões também são causas frequentes. A partir da conscientização da sociedade, essas causas podem ser evitadas.
Além de realizar campanhas educacionais nas regiões onde possui empreendimentos, Furnas coloca à disposição um canal direto de comunicação, que recebe denúncias sobre queimadas pelo telefone 0800 025 25 55. A ligação é gratuita.

As áreas próximas às torres e linhas de transmissão são conhecidas como faixas de servidão, e sua preservação e manutenção são importantes, tanto para a construção, como para a operação e manutenção das linhas de transmissão. O uso destas áreas não é totalmente proibido, porém, quaisquer atividades que venham a ser desenvolvidas nessas faixas devem antes passar por análise e autorização de Furnas.

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Fonte:

Jornal da Onda