Os municípios de Minas Gerais precisarão desembolsar mais de R$ 1,5 bilhão adicionais para cumprir as metas do novo Plano Nacional de Educação (PNE). O valor foi calculado com base na previsão de custos para a expansão de vagas na rede pública, menos o dinheiro que será transferido às prefeituras pelo Estado por meio do Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb).
Os números, divulgados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), revelam que pode faltar dinheiro para a implementação de alguns dos objetivos do PNE – como o atendimento a 50% da população de até 3 anos, a oferta de educação em tempo integral em 50% das escolas públicas e a matrícula de 100% de alunos de 4 e 5 anos.
Apenas para o alcance das metas, o custo total no país será de R$ 50,6 bilhões. Como o Fundeb não cobrirá todas as despesas, as prefeituras serão obrigadas a fazer investimentos adicionais de R$ 16,6 bilhões. Em Minas, para que os municípios consigam oferecer creches para 50% da população de até 3 anos, por exemplo, as prefeituras precisarão desembolsar mais de R$ 821 milhões – os recursos do Fundeb arcarão com 43% da despesa. Para matricular metade das crianças dessa idade, serão necessárias 309 mil novas vagas.
O PNE ainda está em fase de discussões na Câmara Federal. As metas propostas devem ser cumpridas entre 2011 e 2020. Não adianta criar ilusões para não atingir, afirmou o presidente da Confederação CNM, Paulo Ziulkolski.

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