Nesta edição comentamos em artigos diversos, temas relacionados com a aplicação, ou não, dos recursos públicos. Inclusive do ponto de vista de sua correção quando utilizados tais valores em outras finalidades diferentes daquelas a que se destinam.

No caso mais polêmico, o da destinação final da Contribuição de Iluminação Pública, o que se verificou foi que, por parte do Executivo – em razão de sua conhecida inoperância – e do Legislativo, leniente e pouco dado ao estudo mais aprofundado de assuntos de grande relevância como este, o que não dá para entender é: como pode este município tendo nos últimos seis meses arrecadado quase R$1 milhão, ‘conseguir’ não aplicar sequer um centavo nesta rubrica, mesmo com toda a gritaria da população que há muito cobra tais serviços?

Fica a pergunta final: Para onde terá ido todo o volume arrecadado?

Na questão agora levantada pelo vice-prefeito, que se coloca frontalmente contra a negociação de recebíveis futuros, por entendê-la como ilegal, deixando de lado as firulas jurídicas, questionamos: se não se recolheu à Previfor o que lhe era devido e que segundo seu administrador agora já passa de R$2 milhões, com prazo exíguo para ser definitivamente quitado, em que se usou tanto dinheiro?

A saúde, todos sabemos está capenga. Na área de Educação, apesar desta ser privilegiada com a irrigação de verbas oriundas do Fundeb, o que se noticia é atraso a fornecedores o dos kits escolares “mochilinhas” (distribuídos não faz muito tempo) e até mesmo com os chamados “carreteiros”, os transportadores de alunos e professores.

Na área da limpeza urbana, comprovamos esta semana que os varredores não dispunham sequer de sacos plásticos para embalarem o lixo que recolhem durante suas tarefas diárias. Fornecedores em atraso, aos montes. Faltam medicamentos e as obras herdadas, sem exceção, todas a passos de tartaruga, esperam quem sabe, o próximo ano para serem entregues ao público.

Apesar da propaganda de boca a boca, ou via redes sociais, que agora são abastecidas com informações trazidas a todo momento pelo nosso “jornalista” ouvidor, o que mais se vê são desmentidos eivados de parágrafos fantasiosos e que, por sua origem, já nascem com a marca do descrédito.

O fato principal, o ponto “G” desta história e que por alguma razão muita gente boa que ainda milita na administração pública procura esconder, talvez até mesmo do patrão maior, é que lá como cá, administração pública ou iniciativa privada – se não houver uma sintonia entre Gastos e Arrecadação, aliás, o aconselhável é que isto se dê na ordem inversa, primeiro arrecadação para depois se pensar em gastos, nada fica de pé.

As pedaladas do Toinzinho assim como as da D.Dilma, se resolvem o problema momentaneamente, em curto espaço de tempo, se mostrarão ineficazes.

Com a máquina governamental inchada como está, não há mágico que consiga levar a cabo a missão de tornar viável este encontro de contas:  a bonança do IPVA já se foi, este REFIS, que defendo como mais um esforço de se captar recursos, sem que a população sinta na pele o retorno em obras e prestação de serviços, pode não atingir as cifras que se espera.

Na outra ponta, o tratamento que tem sido dispensado ao funcionalismo, nos parece, ao menos até agora, estar funcionando como algo desmotivador como todos sabemos na administração pública, se não houver uma vontade coletiva na busca da melhor prestação de serviço, a coisa se complica. Parece que por aqui, já complicou há muito tempo.

 

 

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