A polícia está à procura dos criminosos que sequestraram um gerente de banco e familiares dele na noite de domingo em São Gonçalo do Pará, no Centro-Oeste de Minas. A suspeita é de que eles quisessem praticar o crime do sapatinho, mantendo as vítimas como reféns para retirar dinheiro do estabelecimento bancário.

Os policiais pediram reforços e começaram a procurar as vítimas. Eles receberam informações de que um dos carros que dava cobertura aos criminosos também era um Palio, mas de cor prata, que com marcas semelhantes a disparos na lateral esquerda. Mais tarde, houve a denúncia de um veículo suspeito havia entrado e saído em alta velocidade da Comunidade dos Costas, em Divinópolis, e de que dois homens foram vistos caminhando em uma estrada vicinal na área.

Chegando ao local, os policiais encontraram o gerente e o pai dele muito nervosos e cansados. Eles contaram que o irmão tinha sido levado em outro veículo e que eles pretendiam voltar à casa da família para levar a mãe, por ordem do chefe da quadrilha. Ainda segundo o bancário, os assaltantes disseram para ele ficar calmo e colaborar porque nada aconteceria com ele ou com a família, e que não queriam nada dele. Eles entenderam que os criminosos os manteriam reféns para assaltar o banco nesta segunda-feira. Pai e filho foram levados para um pronto atendimento.

Enquanto ajudavam as vítimas, os policiais descobriram que o irmão do bancário estava na área urbana de Nova Serrana. Ele foi localizado por uma viatura e levado ao município de origem, onde se reuniu com a família. O homem contou que os sequestradores o levaram até perto de casa para levar a mãe dele, mas desistiram ao ver que ela estava sob proteção policial. Depois, ele foi libertado em Nova Serrana.

Na casa das vítimas foi apreendida uma munição calibre 32 intacta. Eles também recolheram capuzes e uma algema descartável usada para prender as vítimas.

A Polícia Militar suspeita do envolvimento de um homem de 22 anos no crime. Na semana passada, militares receberam informações anônimas de um suspeito perto do banco onde a vítima trabalha e ele foi abordado. Morador de Nova Serrana, ele tem passagens por roubo, tráfico, porte de arma e receptação. Ele chegou a entrar em contradição sobre o motivo de estar em São Gonçalo do Pará e trocava mensagens com um homem pelo WhatsApp.

O carro da vítima não foi encontrado. O caso foi encaminhado à Delegacia de São Gonçalo do Pará.

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