A Polícia Civil de Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, investiga um golpe contra pessoas que buscam entrar no mercado de trabalho no Estado. Até o início da tarde desta sexta-feira (26), 47 vítimas foram identificadas e vem sendo ouvidas pela corporação na delegacia do município. O prejuízo contabilizado até o momento é de R$ 12 mil.

De acordo com a Polícia Civil, uma quadrilha induzia pessoas humildes a comprarem cursos de capacitação profissional com a garantia de uma vaga de emprego ao final do processo, o que não ocorria. Para captar as vítimas, eles usavam nomes de redes de lojas e empresas de telemarketing conhecidas. As pessoas identificadas até o momento são de Igarapé, Betim e São Joaquim de Bicas.

Por meio da assessoria de imprensa, o delegado Edmar Henrique Cardoso explicou que o grupo atuava a pelo menos três meses em uma sede em Igarapé. As primeiras denúncias davam conta que as pessoas eram abordadas por meio das redes sociais e deixavam o telefone de contato para que fossem acionadas posteriormente. Quem confirmava o curso, recebia login e senha para realizar as aulas à distância. No entanto, algumas pessoas conseguiam acessar a página, e outras não.

Vítimas que desistiram do curso tentaram reaver o dinheiro, mas foram informadas que os valores já haviam sido repassados à empresa que desenvolvia o curso. Assim, elas procuraram a Polícia Civil para descobrir se havia uma forma de ressarcimento.

Durante o levantamento, os investigadores procuraram as empresas que ofereceriam as supostas vagas, mas foi apurado que elas não tinham vínculo com o grupo que oferecia os cursos. Considerando comprovantes de depósito apreendidos em Igarapé, eles conseguiram arrecadar R$ 12 mil no período entre 11 e 19 de outubro.

Na sexta-feira passada (19), dois homens e uma mulher foram presos, autuados em flagrante por estelionato. Um deles é apontado como chefe do grupo criminoso. Nessa quinta-feira, outra suspeita se apresentou em uma delegacia, foi ouvida e liberada. Outras seis pessoas estão sendo investigadas por participação no esquema.

(foto: Prefeitura de Igarapé/Divulgação)

 

 

 

 

Fonte: Estado de Minas||

print

Comentários