Da Redação

Desde o fim de semana, milhares de pessoas receberam, via WhatsApp, mensagens tratando de um suposto pagamento retroativo de FGTS para quem trabalhou entre os anos de 1998 e 2016 e do recebimento de um “14º salário” oferecido pelo Governo Federal a quem faz aniversário entre os meses de janeiro e junho.

Em ambas as mensagens, a informação é de que o valor a ser recebido seria de R$1.760; nelas consta ainda, um endereço eletrônico que deve ser acessado e por meio do qual o golpe é aplicado. Movidas pela curiosidade, segundo empresas de detecção preventiva de ameaças, milhares de pessoas já caíram no golpe em três dias.

Entenda melhor como funcionam cada um dos golpes.

FGTS

 

De acordo com a ESET, empresa líder de detecção proativa de ameaças, esta fraude especificamente, já alcançou a marca de mais de 135 mil cliques.

Após clicar no endereço eletrônico e informar os dados pessoais, o usuário é orientado a compartilhar a informação com 5 amigos no WhatsApp para ter acesso à lista de confirmação para o recebimento do benefício. O que nunca acontece. Mas enviadas as mensagens aos amigos, a fraude se espalha.
Para tornar o ato mais realista, os criminosos também mostram falsos usuários e comentários no Facebook, mesmo a vítima não realizando o login na rede social.
Caso caia no golpe, a vítima terá o celular fragilizado e poderá acabar cadastrada em serviços de SMS Premium, que aumentam a conta do telefone ou utilizam créditos pré-pagos.

’14º salário’

 

A mensagem é simples: “Quem trabalhou entre 1998 a 2016 com carteira assinada pode receber na caixa 2 salários mínimos. Confira se seu nome está na lista dos que podem sacar os R$1760”, mas também serve para atrair milhares de pessoas.

De acordo com a empresa PSafe, desenvolvedora do antivírus DFNDR, esse golpe chegou a 350 mil pessoas.

Um diferencial apontado nesse caso é que enquanto a vítima vai seguindo as instruções, ela também deve permitir o envio de notificações. “Isso permite que o hacker consiga envolvê-lo em outros golpes no futuro, sem precisar enviar links”, explicou a empresa.

A promessa do “14º salário” mencionada pelo golpe é falsa. Porém, o governo está pagando o abono salarial, o que pode confundir algumas vítimas. Antes de encaminhar qualquer mensagem, é importante consultar o órgão do governo ou empresa envolvida para evitar disseminar um golpe.

Quem caiu no golpe deve consultar a operadora para verificar se não ocorreu a contratação de algum serviço de SMS, o que pode descontar créditos ou aumentar o valor da conta do celular. Também é importante verificar se não foi instalado algum aplicativo indesejado no telefone – especialmente para quem já desativou o bloqueio de instalações fora do Google Play.

Dicas de segurança

“Como sempre, a regra de ouro é: “para estar seguro, mantenha-se atento”. Não clique e nem mesmo abra mensagens suspeitas. Além disso, para proteger seus amigos e parentes, não compartilhe publicações deste tipo. Mesmo não realizando a propagação de um malware, esses ataques podem causar prejuízos financeiros às vítimas”, explica Cassius Puodzius, Security Researcher da ESET América Latina.

Para finalizar, utilize uma solução de segurança que seja capaz de bloquear possíveis URLs maliciosas em seu dispositivo móvel. Estas ferramentas também geram alertas para casos de phishing, que têm se tornado recorrentes e utilizam técnicas como a Engenharia Social, como forma de propagação.

 

Fonte: G1 e ESET||

Imprimir

Comentários