O governo do presidente Jair Bolsonaro prepara o terreno para acabar com o tabelamento de frete. A ideia é ter, como primeiro passo, o fechamento de acordos com os 11 segmentos de transportes, negociando com o setor produtivo, motoristas autônomos e associações de transportadoras.

E, nesta linha, ter o resultado do que for negociado como uma tabela de referência de preços, e daqui para a frente não mais um tabelamento.

De acordo com o blog de Valdo Cruz, do portal G1, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, acredita que, na próxima semana, já terá condições de fechar os primeiros acordos com os caminhoneiros, que podem ter validade de um ano. Tarcísio Freitas espera conseguir um bom acordo para solucionar o problema do setor.

“Estamos com as negociações avançadas. Pelo menos, um acordo já sairá na próxima semana”, afirmou o ministro ao blog.

Depois, não haveria mais sentido manter o tabelamento. Na verdade, a equipe de Bolsonaro preferia abandonar o tabelamento desde já, mas avalia que é preciso fazer uma transição de um sistema para o outro. O erro, dizem assessores presidenciais, foi cometido no governo Michel Temer que, pressionado, foi obrigado a aceitar o tabelamento.

Um modelo que, por sinal, acaba não funcionando, diante das pressões dos dois lados: caminhoneiros e setor produtivo.

Fechados os acordos, o governo acredita que não haverá problema para que o Supremo Tribunal Federal (STF) declare ilegal o tabelamento de frete, a partir de ação impetrada no tribunal por empresários.

 

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Fonte:

G1