O primeiro ano de um governo é, historicamente, sempre desafiador. Sobretudo quando há uma guinada nos caminhos políticos da nação, como em 2018, na eleição de Jair Bolsonaro. A exemplo do atual presidente, Fernando Henrique Cardoso herdou um país em recuperação, após a profunda crise que culminou com o impeachment de Fernando Collor. Ainda na transição entre governos, após o vice Itamar Franco assumir, o país foi se organizando lentamente, com o fim da inflação e a chegada do plano real.

O final do ciclo de FHC à frente do planalto também foi difícil. Em 1999 o Brasil amargou uma profunda crise econômica, chegando até a necessidade de racionar energia elétrica, por problemas de infraestrutura. Lula veio em seguida e herdou o país em situação difícil. Por muito tempo o ex-presidente petista foi exaltado como um dos melhores da história do país, graças aos inegáveis avanços sociais obtidos nos seus governos. Porém, poucos se lembram que o primeiro ano do governo Lula também foi difícil, e que também houve uma crise em 2009. O que veio ao final, todo mundo sabe.

Fato é que, após as turbulências geradas pela ruptura do governo Dilma e a transição com o impopular Michel Temer, Bolsonaro recebeu um país não apenas em profunda crise econômica, mas também dividido politicamente, como nunca antes. Do lado econômico, o ministro Paulo Guedes tem liderado os trabalhos, enxugando a máquina pública e articulando, com o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, as reformas estruturais necessárias para que o Brasil destrave.

Os resultados ainda não foram sentidos na prática. Apesar de cair para 11,6% em outubro, o número do desemprego segue alto no país com 12,4 milhões de desempregados a capacidade de investimento do governo é uma das menores da história. Por outro lado, a confiança dos investidores começa a mudar. Segundo o IBGE, a atividade econômica cresceu 0,6%, um desempenho franco ainda, mas superior ao esperado e capaz de animar as consultorias e os bancos. O banco americano Goldman Sachs projeta um crescimento do PIB brasileiro de 1% para 1,2 ainda em 2019.

Dados como esse fazem o governo acreditar que em 2020 os sinais de melhora da atividade econômica brasileira serão mais claros do que neste primeiro ano de gestão.

A Reforma da Previdência, recém aprovada, depois de uma longa e exaustiva tramitação, é a principal conquista de Paulo Guedes e sua equipe no primeiro ano da gestão Bolsonaro. Para 2020 o desafio é realizar a Reforma Tributária, tentada e abortada inúmeras vezes nos últimos anos. Paralelamente, medidas como a “Carteira de Trabalho Verde e Amarela”, que desonera a geração de empregos para jovens e pessoas mais velhas, há muito tempo fora do mercado de trabalho, visam reaquecer a geração de renda no país.

Mas tudo isso ainda não é suficiente para que o Brasil cresça de modo sustentável. O governo, de orientação econômica liberal, tem dado sinais de que será favorável a uma nova lei, que, se por um lado desagrada os setores mais conservadores da sociedade, por outro, é garantia de emprego e renda em diversas localidades do país, especialmente as turísticas – a liberação dos cassinos online e cassinos em hotéis e resorts.

Congresso busca melhor caminho para a legalização das apostas no país

No início de novembro, a Câmara dos Deputados aprovou a urgência para a tramitação do Projeto de Lei 5082/16, com quase a totalidade dos votos dos parlamentares da casa. Apenas 12 deles foram contrários à aceleração da votação, o que indica um ambiente favorável à aprovação da lei. Ela estabelece procedimentos de governança e de natureza tributária,em prol da modernização do futebol nacional, e permitindo o Projeto dos Clubes-empresas. Com isso, os governantes irãoliberar um pacote de benefícios direcionado a todos os clubes que queiram abandonar a estrutura de associação civil e se transformem em empresa, seja como organização limitada ou como sociedade anônima.

O projeto esclarece a base que será usada para calcular os impostos pagos por essas agremiações. Outros pontos importantes da lei devem viabilizar a exploração das apostas esportivas no Brasil. Há a possibilidade de permissão para os clubes comercializarem os “bettings rights”, que são os direitos de transmissão dos melhores momentos das partidas para os sites de apostas. A proposta também deve incluir uma emenda de aperfeiçoamento da Lei 13.756/19, trazendo regulação do jogo dentro do território brasileiro.

Apostas esportivas já são consolidadas no Brasil

O costume de apostar em campeonatos esportivos requer preparação e dedicação, ao contrário de apostas que requerem apenas sorte, como a mega sena. Porém, os brasileiros têm investido quantias cada vez maiores na atividade, graças à lei brasileira que permita o funcionamento de sites de apostas no país, desde que hospedados em países com legislação própria para tal. Empresas estrangeiras traduzem os conteúdos e disponibilizam suporte em português, para receberem os apostadores brasileiros. Estima-se que o mercado de apostas esportivas já movimente mais de R$ 2 bilhões somente no Brasil.

 

Fonte: emarket ||
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