Os militares do governo da Síria recuperaram o controle da cidade de Kafranbel, no sul da província de Idlib, nessa terça-feira (25).

De acordo com o portal G1, esse foi um dos primeiros municípios que se uniram aos protestos contra o governo do país. Depois das manifestações, em 2011, a Síria entrou em guerra civil.

Apoiadas pela aviação russa, as tropas de Bashar al-Asad, o presidente do país, retomaram a cidade e outras 18 localidades no sul da província de Idlib nas últimas 48 horas, segundo a ONG Observatório de Direitos Humanos da Síria (OSDH).

O OSDH anunciou que houve a morte de pelo menos 19 civis nos bombardeios do regime sírio, em duas cidades localizadas cerca de 55 km ao norte de Kafranbel.
Kafranbel passou em 2012 para o controle dos rebeldes, que também dominam uma parte da província de Idlib em conjunto com um grupo de extremistas muçulmanos, o Hayat Tahrir al-Sham (HTS, antigo braço sírio da Al Qaeda).

Ofensiva do governo contra rebeldes

O governo sírio, com o apoio da aviação russa, lançou em dezembro de 2019 uma grande ofensiva no noroeste do país. Pelo menos 400 civis morreram, segundo o OSDH, e cerca de 900 mil pessoas foram deslocadas, segundo a ONU –é o maior êxodo em tão pouco tempo desde o início da guerra na Síria, em março de 2011.

Fator Turquia

Além dos rebeldes, há também presença de militares da Turquia na Síria. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta quarta-feira (26) que não dará um passo atrás em Idlib.

“Não daremos um passo atrás, vamos empurrar o regime (sírio) para além das fronteiras que estabelecemos”, disse Erdogan em um discurso em Ancara.

Desde o início de fevereiro, pelo menos 17 soldados turcos morreram em confrontos com as forças governamentais sírias em Idlib, sob controle jihadista e rebelde.

Além disso, vários postos de observação turcos, que Erdogan considerava protegidos por seus acordos com o governo da Rússia, estão rodeados por tropas sírias em áreas que passaram a ser novamente controladas por Damasco.

 

Fonte: G1 ||
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