A fim de orientar a população sobre como agir e de minimizar os riscos e danos provocados pelos efeitos das chuvas em diversas regiões do Estado, o Governo de Minas Gerais desenvolve uma série de ações de prevenção e suporte aos municípios mais atingidos pelas águas. Por meio daCoordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), o Estado emite alertas, presta assistência às populações afetadas, coordena grupos multidisciplinares e acompanha in loco os municípios em situação de emergência.
Desde 2004, o Governo de Minas, por meio da Cedec, capacitou 9 mil técnicos de defesas civis municipais para prevenção e socorro a vítimas. Em função desta e de outras ações, o número de Conselhos Municipais de Defesa Civil (Comdecs) no Estado passou de 374 em 2004, para 713, em 2013.
Apenas em 2013, após a posse dos prefeitos eleitos em 2012, 1.300 novos técnicos e coordenadores municipais de defesa civil foram capacitados pelo Estado. Outra ação estratégica foi a instalação de 11 depósitos avançados de ajuda humanitária no interior do Estado, poupando o tempo de deslocamento que antes era necessário a partir do depósito instalado na capital. Cada galpão contém cestas básicas, lonas, colchões, cobertores, telhas, kits de higiene pessoal, rolos de lona e água.
Desde o início da atual temporada de chuvas, em outubro, o Governo de Minas já distribuiu 80 toneladas de alimentos, 5.800 colchões, 5.260 cobertores, 1.664 telhas, 3.720 kits de produtos de higiene pessoal, 250 kits de produtos de limpeza, 510 roupas e 47 rolos de lona para a população de mais de 51 cidades mineiras. Em Itambacuri, uma das cidades atingidas pelas chuvas, por exemplo, a Cedec instalou uma máquina potabilizadora capaz de produzir 3 mil litros de água potável por hora.
Segundo o secretário executivo da Cedec, tenente coronel Fabiano Villas Bôas, o Estado nunca esteve tão fortalecido para enfrentar possíveis desastres causados pelas chuvas. ?O plano de enfrentamento do período chuvoso está pronto e funcionando. Periodicamente, profissionais de diversos órgãos do Estado se reúnem para definir ações. A Cedec, durante o período chuvoso, conta com um plantão para possíveis emergências 24 horas por dia, sete dias por semana?, observa.
Alerta via SMS e orientações aos cidadãos
Uma das novidades é a possibilidade de o cidadão receber, em seu celular, mensagens com alertas sobre as condições climáticas. Um radar meteorológico instalado na Região Metropolitana de Belo Horizonte emite o alerta quando percebe a formação de chuvas. ?Qualquer pessoa cadastrada no site do Sistema de Meteorologia e Recursos Hídricos de Minas Gerais (www.simge.mg.gov.br) pode receber o alerta. O sistema pode ajudar muito, principalmente para formações climáticas rápidas e imprevistas, que têm um potencial muito forte de causar prejuízos e colocar as pessoas em risco. Assim, os cidadãos podem evitar áreas mais perigosas e assumir um comportamento vigilante?, explica o coordenador Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais, coronel Luís Carlos Dias Martins.
Segundo o coronel, no período chuvoso, a palavra de ordem é prevenção. ?Algumas ações cabem à Defesa Civil, mas a população pode ajudar com atitudes básicas, ficando atenta ao nível das águas, evitando travessias de ribeirões e pontes cobertas pelas águas, nunca passar por ruas com excesso de enxurrada. Se o veículo estragar, o correto é abandonar o carro e nunca ficar dentro dele. Quem mora em área de risco deve ficar atento às rachaduras nas paredes também, pois é um sinal de que o solo pode estar se movimentando e que há perigo de desabamento?, destaca.
De acordo com o Sistema de Meteorologia e Recursos Hídricos de Minas Gerais (Simge), para janeiro de 2014, a previsão é de um maior acumulado de chuvas em todo o Estado. Por isso, é importante não só o poder público, como também a população, se manter em estado de alerta e ter sempre em mente as devidas precauções.
Neste período, as coordenadorias municipais de Proteção e Defesa Civil (Compdecs) podem e devem ser acionadas sempre que alguma alteração for percebida. ?Nós vamos até o local, fazemos a vistoria e uma avaliação do grau de risco. A partir desse diagnóstico, a pessoa é devidamente orientada?, explica o coordenador municipal da Defesa Civil de Ubá, na Zona da Mata, Aldeir Ferraz. Segundo ele, a Compdec também monitora as áreas de risco e possui um Plano de Contingência. ?Temos o Bolsa Moradia, Banco de Alimentos, ajuda para reconstrução. Todas as secretarias municipais estão envolvidas no processo de proteção e defesa civil?, completa.

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