O governador Fernando Pimentel (PT) pretende acabar com o escalonamento da folha de pagamento dos servidores do Executivo em 2018, ano eleitoral. Para o segundo semestre, a ideia é reduzir de três para dois o números de parcelas para quitar os salários. A informação é oriunda de fontes do governo petista.

Projetos de lei em andamento na Assembleia, que podem desembocar na entrada de recursos em caixa, e aquele aprovado, mas ainda não sancionado, que aumenta o ICMS da gasolina e cria um Refis, garantirão o fim do escalonamento.

Na sexta-feira (23), em ofício encaminhado a dirigentes de entidades sindicais, o secretário estadual de Fazenda, José Afonso Bicalho, deu a deixa: “Ao contrário dos comunicados anteriores, estamos anunciando apenas o próximo mês, na expectativa positiva de que a aprovação de um conjunto de legislações em curso na Assembleia Legislativa de Minas Gerais favoreça a entrada de recursos adicionais e a reestruturação da escala de pagamento em benefício dos servidores”, afirmou. Bicalho estava comunicando o parcelamento do mês de julho.

Desde que decidiu escalonar a folha, há cerca de um ano e meio, o Estado divulga calendário trimestral com as datas em que serão feitos os pagamentos.

O Executivo é o único dos três poderes custeados pelo Estado a parcelar os salários.

Reajuste

Pimentel sancionou leis com reajustes salariais para servidores do Ministério Público, Tribunal de Justiça e Assembleia Legislativa. Passou pela Assembleia também o reajuste aos funcionários do Tribunal de Contas do Estado. Os reajustes vão de 3,5% a 4,57%.

Chegará à Assembleia, antes do recesso parlamentar, projeto de lei contendo reajuste da data base dos professores estaduais.
Já a ampla maioria dos servidores do Executivo passará sem aumento salarial.

Recesso

Por falar em Assembleia, os deputados esperam entrar em recesso na próxima semana. Votarão a Lei de Diretrizes Orçamentárias até lá.

 

Fonte: Hoje em Dia ||

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